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4/03/26 às 14h23 - Atualizado em 4/03/26 às 14h24

DF registra fevereiro com menor número de homicídios de toda série histórica

Por Adriana Machado, Ascom SSP/DF

 

Com redução de 76,2% em relação ao mesmo período do ano passado, fevereiro de 2026 registrou o menor número de homicídios no Distrito Federal de toda a série histórica, iniciada em 1977. Ao todo, foram contabilizadas cinco ocorrências. O mesmo mês de 2025 registrou 21 casos.

 

O resultado contribuiu para que o primeiro bimestre de 2026 também apresentasse queda significativa nos crimes contra a vida. Nos dois primeiros meses do ano, foram registrados 21 homicídios, contra 37 ocorrências no mesmo período de 2025, o que representa redução de 43,2%.

 

A queda de homicídios é resultado de uma política baseada na integração entre as forças de segurança, na tecnologia e na capacitação dos profissionais

 

Os dados reforçam a tendência de queda nos crimes violentos letais intencionais dos últimos anos e refletem o fortalecimento das políticas de segurança pública no Distrito Federal, baseadas na integração das forças de segurança, no uso intensivo de tecnologia, na análise criminal e na capacitação permanente dos profissionais.

Para o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, os resultados demonstram que a redução da violência é consequência direta de uma política de segurança estruturada e baseada em planejamento e integração.

 

“A redução dos homicídios no DF é resultado de uma política de segurança pública séria, construída com planejamento, integração entre as forças e investimentos permanentes em tecnologia e capacitação dos nossos profissionais. Cada vida preservada reforça que estamos no caminho certo, trabalhando de forma estratégica para garantir mais proteção e segurança à população.”

 

A análise qualificada dos dados tem papel fundamental na definição das estratégias de segurança pública. “A gestão de dados é um dos pilares da segurança pública moderna. Com informações, conseguimos identificar padrões, direcionar melhor os recursos e antecipar ações para prevenir crimes. Esse trabalho permite decisões mais estratégicas e contribui diretamente para a redução dos homicídios e de outros indicadores criminais”, destaca Avelar.

 

Dezoito regiões não registraram homicídios

Além da redução no número de ocorrências, dados apontam características relevantes sobre a dinâmica dos crimes registrados no período

 

Outro dado que chama atenção é a redução da distribuição territorial da violência. Dezoito regiões administrativas do Distrito Federal não registraram homicídios no período: Gama, Brazlândia, Planaltina, Paranoá, Guará, Cruzeiro, Lago Sul, Lago Norte, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Candangolândia, Sudoeste, Varjão, Park Way, Jardim Botânico, SIA, Fercal e Arniqueira.

 

Além da redução no número de ocorrências, os dados apontam características relevantes sobre a dinâmica dos crimes registrados no período. Conflitos interpessoais representaram 43% dos casos, enquanto 62% ocorreram nos finais de semana. Além disso, 52% das ocorrências foram solucionadas com prisão imediata dos responsáveis pelos crimes, demonstrando a rápida atuação das forças de segurança. Em relação aos meios utilizados, 52% das ocorrências envolveram arma branca, enquanto apenas 19% foram cometidas com arma de fogo.

 

O policiamento ostensivo e ações como o fechamento de distribuidoras de bebidas foram preponderantes para a redução dos homicídios

 

“A redução dos homicídios decorre, em grande medida, do engajamento do departamento operacional na coordenação do policiamento nas cidades, com atuação integrada dos comandos regionais e reforço do serviço voluntário. Isso ampliou a presença policial nas regiões mais críticas do Distrito Federal, possibilitou intensificar a fiscalização e o fechamento noturno de distribuidoras de bebidas em situação irregular, bem como fortaleceu as abordagens a suspeitos e as operações voltadas à retirada de armas de fogo e armas brancas”, explica a comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Habcka.

 

Casos em distribuidoras de bebidas

 

Outro ponto de destaque é que não houve registro de homicídios nos arredores de bares e distribuidoras de bebidas nos dois primeiros meses de 2026. O resultado reforça os impactos positivos das medidas de ordenamento urbano, fiscalização e monitoramento implementadas pelo Governo do Distrito Federal em áreas com maior circulação de pessoas, como a restrição do horário de funcionamento desses estabelecimentos nas madrugadas.

 

“A Polícia Civil tem atuado de forma intensa tanto na investigação qualificada quanto nas ações operacionais das delegacias no combate ao tráfico de drogas e a outros crimes diretamente relacionados à dinâmica dos homicídios”, ressalta o delegado-geral adjunto da PCDF, Saulo Ribeiro Lopes. “Outro fator decisivo é a rapidez na investigação e na responsabilização dos autores. Muitas dessas ocorrências resultam em prisões em flagrante realizadas pela PCDF, o que permite a retirada desses indivíduos da convivência social e o encaminhamento à Justiça”, completa Saulo.

 

Tecnologia e análise de dados

 

O resultado também reflete o fortalecimento das ferramentas de monitoramento e análise de dados utilizadas na segurança pública do DF. Na última semana, o Governo do Distrito Federal lançou a DF360, plataforma que amplia a capacidade de monitoramento e integração das informações estratégicas da segurança pública.

 

A ferramenta reúne dados operacionais e amplia o uso de tecnologias de monitoramento, incluindo a expansão da rede de câmeras e o acompanhamento em tempo real de indicadores criminais, permitindo respostas mais rápidas e ações preventivas mais eficientes.

 

O monitoramento permanente dos indicadores, aliado ao uso de tecnologia e à atuação integrada das forças de segurança — Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Detran — tem permitido ações cada vez mais direcionadas à prevenção da violência e à preservação de vidas.

 

“O acompanhamento sistemático dos dados e o fortalecimento das estratégias de segurança seguem como prioridade, com foco na proteção da população e na ampliação da sensação de segurança no Distrito Federal”, conclui o secretário executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury.

 

Edição: Agência Brasília

 

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