Governo do Distrito Federal
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3/02/20 Ă s 15h40 - Atualizado em 3/02/20 Ă s 16h00

đŸ‘źđŸ»â€â™€ïžđŸ“‰ ViolĂȘncia diminui em CeilĂąndia em 2019

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JoĂŁo Roberto, da Ascom – SSP/DF

 

Com base no planejamento e em açÔes de segurança preventiva e repressiva coordenadas pela Secretaria de Segurança PĂșblica do DF (SSP/DF), os principais crimes monitorados pela pasta em CeilĂąndia caĂ­ram no comparativo 2018/2019. Desde o inĂ­cio da atual gestĂŁo, melhorar a segurança da população da cidade Ă© prioridade. Para este ano, CeilĂąndia conta com 90 novos policiais militares e com parque de videomonitoramento.

 

Ano passado, nos trĂȘs crimes que compĂ”em os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), homicĂ­dio, latrocĂ­nio e a lesĂŁo corporal seguida de morte, houve queda de 15,5% se comparado com 2018. Isso significa cerca de quinze vidas preservadas. Nos homicĂ­dios a queda foi de 13,6%, de 88 para 76 casos, 12 mortes a menos. As tentativas de homicĂ­dios e latrocĂ­nios tambĂ©m caĂ­ram 8,9% e 18,8% no comparativo dos dois anos.

 

 

O secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, delegado Anderson Torres, avalia que o trabalho integrado e as açÔes planejadas foram os principais trunfos da segurança pĂșblica na CeilĂąndia. “Desde o inĂ­cio do ano, temos dado uma atenção especial Ă  cidade, a mais populosa do DF. Fortalecemos o trabalho de inteligĂȘncia e as operaçÔes em ĂĄreas crĂ­ticas. Intensificamos o patrulhamento ostensivo com viaturas e estamos mais presentes por meio de um novo parque de videomonitoramento”. Em julho de 2019, Torres acompanhou pessoalmente uma operação do Bope, no Sol Nascente.

 

A redução do nĂșmero de mortes na cidade Ă© resultado das operaçÔes de desarmamento da PolĂ­cia Militar (PMDF) e do trabalho de investigação e resolução de crimes da PolĂ­cia Civil (PCDF). Para se ter uma ideia, a PCDF cumpriu, ano passado, 8.132 mandados de prisĂŁo no DF, reduzindo assim o risco de reincidĂȘncia e, consequentemente, o nĂșmero de vĂ­timas.

 

O combate ao trĂĄfico de drogas na cidade e o uso da tecnologia sĂŁo estratĂ©gias importantes na redução das mortes. “A disputa por pontos de venda e a rixa entre pessoas envolvidas com o trĂĄfico sĂŁo condiçÔes favorĂĄveis aos homicĂ­dios. Temos utilizado ferramentas modernas de investigação para que nenhum crime fique sem autor, principalmente os latrocĂ­nios”, destacou Konrad Munis da Rocha, delegado da 15ÂȘ Delegacia de PolĂ­cia, em CeilĂąndia. A cidade possui dois batalhĂ”es da PMDF e duas delegacias da PCDF.

 

Redução no feminicídio

CeilĂąndia apresentou um caso de feminicĂ­dio no ano passado, redução expressiva se comparado a 2018, com cinco casos. As campanhas de incentivo Ă  denĂșncia, como o #metaacolher, e o trabalho da rede de proteção Ă  mulher na regiĂŁo administrativa deram resultados. O policiamento Prevenção Orientada Ă  ViolĂȘncia DomĂ©stica e Familiar (Provid), por exemplo, realizou no ano passado, 1.497 visitas a famĂ­lias em situação de violĂȘncia domĂ©stica em CeilĂąndia.  

 

Menos roubos e furtos, mais segurança

As ĂĄreas comerciais de CeilĂąndia recebem atenção especial das forças de segurança. O trabalho, feito em conjunto com a comunidade, fez com que a incidĂȘncia deste crime caĂ­sse 30,2% ano passado em comparação a 2018. Essa queda expressiva, de acordo com o comandante do II Comando de Policiamento Regional Oeste (CPRO II), coronel Reginaldo Alvino, se dĂĄ pela estratĂ©gia do policiamento e pela proximidade com os comerciantes locais.

 

“Estabelecemos pontos base para viaturas em locais estratĂ©gicos, nos comĂ©rcios, orientados por estudos da SSP/DF. AlĂ©m disso, realizamos reuniĂ”es com comerciantes para buscar soluçÔes conjuntas. Todas as equipes estĂŁo orientadas a buscar esse contato com a comunidade durante o serviço policial”. O coronel destacou ainda que houve redução de 11,3% nos roubos a pedestre na CeilĂąndia, crime com impacto direto na sensação de segurança das pessoas.

 

Aos 64 anos de idade, 43 deles como comerciante no Distrito Federal, Carlos Aguiar elogia o esforço dos policiais no enfrentamento aos roubos a comércio. Dono de uma loja de materiais de construção no Setor O, Aguiar avalia que a presença dos policiais nos momentos e horårios críticos, como no fechamento das lojas por exemplo, tem deixado os comerciantes mais seguros.

 

“Todos os empresĂĄrios estĂŁo atentos ao problema da criminalidade, pois a segurança tem impacto na produtividade e nas vendas. Estar prĂłximo e ver o trabalho da PolĂ­cia, alĂ©m de nos dar mais segurança, nos faz entender que a segurança depende de todos os envolvidos. E a PolĂ­cia Militar tem nos dado esse espaço para participar das decisĂ”es”.

 

Mais vidas preservadas

AlĂ©m do empenho em reduzir as mortes relacionadas a crimes violentos, as forças de segurança e a SSP/DF trabalham em outras frentes de prevenção Ă  criminalidade. O Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) atendeu a 5,2 mil ocorrĂȘncias de emergĂȘncias mĂ©dicas e cerca de 3,6 mil de acidentes automobilĂ­sticos na CeilĂąndia no ano passado. AlĂ©m disso, a corporação realizou 681 atividades de prevenção em shows e eventos em geral.

 

O Departamento de TrĂąnsito do Distrito Federal (Detran-DF) intensificou as operaçÔes da lei seca com o objetivo de reduzir o nĂșmero de acidentes e de mortes no trĂąnsito de CeilĂąndia. Foram 7,3 mil operaçÔes ano passado, sendo 3,2 mil patrulhamentos, 26 operaçÔes escolares e quatro para combater o transporte irregular de passageiros. Nas açÔes 232 motoristas foram autuados por dirigirem embriagados, oito deles foram encaminhados para a delegacia. O ĂłrgĂŁo realizou, ainda, a revitalização de 393 faixas de pedestre e de cerca de mil lombadas.

 

HĂĄ ainda diversas iniciativas sociais importantes na prevenção de crimes e da violĂȘncia. Ao longo de todo o ano passado, o programa “Bombeiro Mirim” atendeu 729 crianças na regiĂŁo. O “Picasso NĂŁo Pichava”, da SSP/DF, recebeu 65 pessoas em oficinas de cinema, ilustração e pintura em tela. As oficinas, de cunho educativo e inclusivo, sĂŁo voltadas a crianças, jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade social e criminal.

 

Parque de Videomonitoramento

A SSP/DF inaugurou, na semana passada, um parque de videomonitoramento urbano com 84 cùmeras. As imagens, antes transmitidas diretas para o Centro Integrado de OperaçÔes de Brasília (Ciob), agora também vão para a sede do CPRO II, localizado no Sol Nascente.

 

As cĂąmeras funcionam 24 horas por dia e estĂŁo distribuĂ­das em pontos estratĂ©gicos da cidade, definidos apĂłs anĂĄlises da SSP/DF que levam em conta fluxo de pessoas e veĂ­culos, alĂ©m de manchas criminais com dias, horĂĄrios e locais de maior incidĂȘncia de crimes. O DF possui, atualmente, cerca de 672 cĂąmeras distribuĂ­das nas regiĂ”es administrativas.

 

Edição: AntÎnio Lorenzo

Fotos: MaurĂ­cio AraĂșjo (interna) e AgĂȘncia BrasĂ­lia (Capa)