Governo do Distrito Federal
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10/07/20 às 19h31 - Atualizado em 14/07/20 às 10h08

🚨SSP/DF debate redução de índices criminais e produtividade policial durante live

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Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF
A redução dos índices criminais no mês de junho e o acumulado do primeiro semestre, em comparação com o mesmo período do ano passado, foi tema de debate virtual promovido pela Secretaria de  Segurança Pública (SSP/DF), nesta sexta-feira (10). A produtividade das polícias também foi apresentada durante a live, veiculada no perfil da pasta no Instagram.

O subsecretário de Operações Integradas (SOPI), da SSP/DF, coronel Márcio Vasconcelos, explicou como é feito o levantamento dos dados pelo setor de estatísticas da pasta – a Subsecretaria de Gestão da Informação. “É importante atentar-se para o formato que esses estudos são realizados. A metodologia utilizada leva em conta um comparativo específico e técnico dos meses e períodos semelhantes”.

 

Vasconcelos chamou atenção para os percentuais de redução dos crimes contra a vida e contra  o patrimônio. “Mesmo com o cenário pandêmico, as forças de segurança permaneceram nas ruas, continuaram a realizar operações. Foi necessária uma adaptação, mas as ações integradas ocorreram e está entre as prioridades da Segurança Pública para o próximo semestre”.

 

A redução dos feminicídios também foi apresentada pelo subsecretário. “No acumulado do ano, sete vidas foram preservadas e tivemos a redução desse crime. Mas é importante, de toda forma, chamar atenção para os canais de denúncia, como o 180 do Governo Federal e nossos canais de denúncia, como o 197, a delegacia eletrônica, Delegacias da Mulher e os centros de atendimento da Secretaria da Mulher”. Vasconcelos também falou da Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade (SUPREC), que também faz parte da estrutura da SSP/DF. “Temos uma subsecretaria específica para esse tema, em que são desenvolvidas políticas de prevenção deste tipo de crime”.

 

A produtividade da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi apresentada pelo chefe do Comunicação Social da corporação, coronel Souza Oliveira. Um dos dados apresentados foi o número de apreensões de armas brancas e de fogo. “Mesmo diante da pandemia, os serviços não pararam, os policiais continuaram nas ruas e demos andamento a todas as ações da corporação. Nossa produtividade aumentou. Neste ano, retiramos das ruas 852 armas de fogo, 17% a mais que no ano anterior, quando apreendemos 730 no mesmo período. Já as armas brancas chegou a quase 30% o aumento. Passando de 816 para 1051”.

 

De acordo com o coronel Souza Oliveira, essas apreensões refletem diretamente na redução de outros crimes. “Retiramos os meios pelos quais os crimes são cometidos, isso reflete diretamente na redução da criminalidade”.

Outros dados apresentados foram a veículos recuperados, que chegou a 1480 no acumulado do primeiro semestre. O total de celulares recuperados chegou a 2150.

 

O tempo entre o acionamento da PMDF e o atendimento da ocorrência chegou a sete minutos. “Em muitos casos conseguimos resolver a situação in loco, ou seja, sendo desnecessário o acionamento da justiça”, disse Souza Oliveira. O número de ocorrências criminais atendidas pela corporação  chegou a chegou a 186.640 no primeiro semestre.

 

A diretora da Divisão de Análise Técnica e Estatística (DATE), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a delegada Carolina Litran, apresentou a produtividade da instituição. “O número de adultos presos em flagrante no acumulado do ano chegou a 1.325 e por mandado de prisão a 2.253. Já a taxa de homicídios solucionados chegou a 63,2%  e o de feminicídios a 83,3%”.

 

A delegada falou ainda da quantidade de inquéritos instaurados pela PCDF, que chegou a 18.673 no primeiro semestre. Somente os de violência doméstica chegou 2.631. O número de operações realizadas no semestre chegou a 222.

 

O aumento dos registros pela Delegacia Eletrônica, da PCDF, aumentou no período da pandemia, como afirmou Carolina. “O total de ocorrências registrada em todo o mês de junho chegou a  25.848, do total, somente eletronicamente foram onze mil”. A delegada chamou atenção para este serviço. “A validade de uma ocorrência eletronicamente é a mesma de uma registrada na delegacia de forma presencial. Além disso, podem ser impressas em casa, sem a necessidade de se deslocar até uma delegacia física”.

 

A PCDF ajustou processos e o atendimento permaneceu desde o início do período pandêmico. “É importante salientar que toda a polícia permaneceu com as atividades em funcionamento, mesmo com os serviços online. Todas as delegacias de área e especializadas estão abertas para o cidadão”, finalizou Carolina.

A primeira parte da live pode ser conferida neste link  e a segunda neste link.
Edição: Lanna Morais
Arte: Rodolfo Aiello