Governo do Distrito Federal
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2/09/19 às 11h23 - Atualizado em 2/09/19 às 14h51

Snipers: Polícia Civil realiza curso de atirador de precisão

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Adriana Machado, da Ascom SSP/DF

 

Policiais de tropas especiais de diferentes unidades da Federação treinando à exaustão. Técnicas para controle emocional. Aulas com cálculo matemático para encontrar o melhor ângulo para atirar.  Esta é parte da rotina do Curso de Atirador de Precisão – ou sniper, realizado pela Divisão de Operações Especiais (DOE), da Polícia Civil do Distrito Federal. Há cinco semanas em curso, a formatura será realizada na próxima sexta-feira (6).

 

Doze alunos fazem parte do “turno”, como o se refere o diretor da DOE, delegado Edson Medina, aos alunos do curso. Todos fazem parte de unidade especiais e táticas da PCDF e de outras unidades da Federação, como Goiás, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Ser um exímio atirador é apenas um dos requisitos.

 

“Eles foram selecionados e preencheram todos os requisitos para participarem da capacitação. Além disso, têm ótima resistência física e suportam condições adversas, como chuvas, atirar de cima de morro ou ficar na mesma posição por horas. O intercâmbio entre as unidades faz com que as doutrinas fiquem alinhadas e possibilita também a atuação conjunta, se necessário”.

 

Durante a formação, os alunos têm aulas teóricas – como balística e cálculo – e práticas – como o manuseio do equipamento e atirar com proficiência. A distância média do alvo para um sniper de unidade policial é cem metros, mas eles são treinados para atingir o objetivo há mais de quinhentos metros. “Eles dão cerca de mil tiros durante as seis semanas que compreendem o curso. Ao final, eles precisam atirar com proficiência e atingir, por exemplo, um alvo com 3 centímetros de diâmetro”, disse o coordenador do curso e chefe dos atiradores de precisão da unidade, Honney Cordeiro.

 

A atuação do atirador de precisão é um recurso específico quando uma unidade de operações especiais é acionada, seja para dar suporte à equipe tática ou para atuar quando todos os recursos de negociação foram frustrados.

 

“O emprego do atirador de precisão pode se dar numa situação de suporte à equipe de solo, dentro de um protocolo já estabelecido, em que a equipe tática operacional precisa adentrar um ambiente hostil, por exemplo, ou para atuar diretamente numa crise instalada, em que a negociação não evoluiu e a situação passa a ser crítica para reféns ou vítimas”, explicou Medina.

 

Para o participante do curso, o investigador da Coordenação de Recursos Especiais de Minas Gerais, lotado no Departamento Estadual de Operações Especiais, Maerllen Carvalho, as instruções do curso poderão ser utilizadas na rotina de trabalho e compartilhadas com outros policiais. “A DOE é uma referência em administrar cursos técnicos com doutrinas atuais. Vou compartilhar cm os outros atiradores da minha corporação as atualizações que tivemos aqui sobre balística, armamento. O atirador de precisão não apenas puxa o gatilho, mas também os olhos e a proteção da equipe tática”.

 

Atualmente, a PCDF conta com nove atiradores de precisão. Após o curso, mais quatro farão parte da equipe. O treinamento é diário e testes são aplicados periodicamente para aferir a precisão dos tiros.

 

Edição: Nicole Vasconcelos

Fotos: Maurício Araújo

 

 

Assista ao vídeo:

 

 

 

 

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Curso de Atiradores de Precisão