Governo do Distrito Federal
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4/11/19 às 11h11 - Atualizado em 4/11/19 às 16h52

?Polícias do DF, integradas, prendem autor de latrocínio em ônibus em Sobradinho

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Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

 

Uma operação coordenada e integrada entre as investigações preliminares da Polícia Civil e as diligências da Polícia Militar permitiu que o autor do latrocínio do dia 29 de outubro, em um ônibus em Sobradinho, pudesse ser rapidamente localizado e preso, neste sábado, dia 02 de novembro.

 

“Ações como essa mostram para todos a excelência do trabalho de nossos efetivos. Diariamente, homens e mulheres dedicam-se a prover segurança à população do Distrito Federal, mas infelizmente, nem sempre isso é divulgado a contento”, destacou o Secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres.

 

Logo após o crime, equipes da 13ª Delegacia de Polícia foram enviadas para dar início à investigação. Uma vez no local, fizeram diligências e perícia no ônibus. “Com o apoio da comunidade, rapidamente encontramos os celulares roubados. Eles foram enterrados pelo suspeito na quadra 10, de Sobradinho”, disse o delegado responsável pelo caso, Hudson Maldonado, que está à frente da 13ª DP há dois anos.

 

Os aparelhos foram submetidos a exame pericial no mesmo dia. Várias impressões digitais foram encontradas, mas uma em específico chamou a atenção dos policiais. “O que chamou a atenção neste caso é que o dono de uma impressão encontrada tinha sete passagens pela policia por assalto à mão armada, formação de quadrilha, corrupção de menores e receptação. Essas características levantaram várias suspeitas”, contou Hudson.

 

O suspeito cumpria pena no regime semiaberto e deveria ter retornado ao centro de Progressão Penitenciária (CPP. “Esse fato nos deixou em alerta. A partir daí, imprimimos a foto de Kleilson Sales Araújo, que foi rapidamente reconhecido pelos passageiros do ônibus. Representamos pela prisão temporária ao judiciário, o que foi deferido. Ele passou a ser duplamente foragido: por não ter retornado à unidade prisional e por ter sido reconhecido pelo delito cometido dentro do ônibus”, disse o delegado.

 

Além do latrocínio, Kleílson responderá também pelo crime de roubo. Até o final de semana, pelo menos dezessete pessoas haviam registrado ocorrência.

 

A foto do suspeito foi divulgada de forma maciça por meio das redes sociais da Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e dos veículos de imprensa, iniciativa valiosíssima para agilizar a elucidação do caso.

 

A Prisão

A denúncia do local onde o suspeito foi encontrado foi feita por um morador de Brazlândia a um policial da cidade. “Na cidade a maioria das pessoas se conhece. Quando o suspeito passou a frequentar o lugar, dois dias antes da prisão, as pessoas passaram a perceber, pois a foto dele foi amplamente divulgada”, contou um dos oficiais responsável pela área, tenente Marcus Fortes.

 

A partir do informe, o setor de inteligência do 16º Batalhão foi acionado. A informação foi confirmada e, na manhã de sábado (2), duas equipes do Grupamento Tático Operacional (GTOP) prenderam o suspeito. O batalhão faz parte do 2º Comando de Policiamento Regional Oeste (CPRO), em Ceilândia.

 

“Os policiais bateram à porta e falaram com a dona da casa, que prontamente recebeu os policiais e autorizou a entrada. Kleilson estava no quarto e não resistiu à prisão. Logo depois ele foi apresentado à delegacia”, contou Fortes. O casal, dono da casa em que o suspeito estava hospedado, poderá responder por crime de favorecimento pessoal, com pena de até 6 meses de detenção.

 

Kleilson ficou preso na carceragem da PCDF, nas dependências do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e deve ser encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) nos próximos dias.

 

Tecnologia de ponta

Para a análise dos celulares, que foi primordial para encontrar as digitais do suspeito, utilizou-se a técnica de perícia com Câmara de Fumigação de Cianoacrilato.

 

Essa técnica engloba a umidificação do objeto a ser periciado com água, sendo posteriormente encoberto com cianoacrilato. Em seguida, um liquido amarelo é jogado no objeto e age como uma espécie de supercola, o que permite que a impressão digital fique mais visível quando potencializada com a luz. “Esta é uma técnica muito moderna. O equipamento é único na América Latina”, contou Maldonado.

 

Edição: Lanna Morais

Foto: Divulgação/PMDF