Governo do Distrito Federal
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20/07/21 às 21h48 - Atualizado em 21/07/21 às 14h20

👮🏼‍♀️🐕Policiamento com cães, o diferencial no combate às drogas

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Agência Brasília

 

Uma parceria eficiente no combate à criminalidade, principalmente, em relação ao tráfico de drogas. Policiais militares e cães farejadores do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) estão investidos em missões diárias pelo Distrito Federal e se deparam com uma média de seis ocorrências por dia, quase todas relacionadas à apreensão de entorpecentes.

 

Três cachorros “escoltaram” os policiais em buscas nas plataformas superior e inferior da Rodoviária. Vinte alunos do Curso de Formação de Praças reforçaram o grupo, como parte do treinamento | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Uma matilha de 54 animais das raças pastor belga de malinois, pastor alemão cinza e labrador integram o batalhão, que ainda tem cerca de 100 homens. Cães de ambos os sexos, treinados por cerca de dois anos no quartel da PMDF no Setor Policial Sul e que também estão aptos a encontrar armas e explosivos, entre outras tarefas.

 

Ação na Rodoviária

A reportagem da Agência Brasília acompanhou uma tarde de trabalho do BPCães na Rodoviária do Plano Piloto. Três cachorros “escoltaram” os policiais em buscas nas plataformas superior e inferior do terminal. Vinte alunos do Curso de Formação de Praças reforçaram o grupo, já que a atividade é parte do treinamento dos futuros policiais.

 

 

Em cerca de 20 minutos de operação, Iron – um pastor malinois de 1 ano e meio – entrou rapidamente em uma banca de produtos eletrônicos, fuçou e parou estático em frente a uma gaveta. Ali, o policial recolheu um cigarro de maconha guardado por um vendedor. Missão cumprida, Iron ganhou sua recompensa: uma bolinha de borracha para brincar antes de seguir na missão.

 

“Apesar da pequena quantidade, é menos droga em circulação. O que o cão detecta com o faro, a gente não consegue ver. É a droga dentro de um painel do carro ou dentro de um motor onde o acesso é difícil”, aponta o comandante do batalhão, major Carlos Reis.

 

“E estamos investindo muito nos treinamentos para odor específico, no qual os cães localizam criminosos por meio de seu cheiro. Como os bandidos que normalmente fogem para as matas, por exemplo”, explica.

A arma dos cães-policiais é o focinho, capaz de reconhecer até 978 odores diferentes. Já a vida útil nas missões de segurança é de oito anos

 

Missões em grandes eventos

Em 2018, dois cães-policiais foram primordiais para uma das maiores apreensões recentes de maconha registradas pela PMDF. Cerca de 2,5 toneladas da droga estavam escondidas em um caminhão que trafegava pela rodovia BR-070, além de duas pistolas irregulares.

 

De acordo com Reis, até junho deste ano, o batalhão canino já realizou pouco mais de 300 operações a partir de chamados de outras unidades policiais. Sem contar as ações corriqueiras em locais como as rodoviárias de Brasília e Interestadual, entre outras.

 

Durante a Copa América, em Brasília, o foco eram explosivos: os cães também passaram 25 dias fazendo varreduras em hotéis e veículos em busca desses artefatos.

 

Treinamento começa cedo

A arma dos cães-policiais é o focinho, capaz de reconhecer até 978 odores diferentes. Já a vida útil nas missões de segurança é de oito anos. Quando se aposentam, os cachorros usualmente são adotados por seu guia e aprendem a viver com as mordomias de um animal doméstico.

 

O treinamento começa cedo, a partir dos 45 dias de vida, conforme relata o sargento Diego Aires, um dos responsáveis pela capacitação dos animais.

 

“A gente verifica logo cedo a aptidão dos cachorros. Tem alguns que possuem muitos recursos e podem ser usados nas mais diversas situações”, explica Aires. “Eles são ótimos para a detecção de drogas e armas, mas também podem, por exemplo, atuar na proteção aos policiais em algumas operações”, emenda.

 

Guilherme Araújo, 31 anos, é um dos alunos que participaram da patrulha na Rodoviária. Estava ali mais um candidato a integrar o BPCães. No sétimo mês de preparação para entrar nos quadros da polícia, se disse motivado e promete lutar por uma vaguinha no batalhão.

 

“Apesar de ser uma unidade difícil de entrar, [o batalhão] é um local que me empolga. A presença dos cães é diferenciada e a gente trabalha de uma forma mais especializada”, define Guilherme.