Governo do Distrito Federal
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30/07/20 às 11h57 - Atualizado em 30/07/20 às 19h03

ūüö®PCDF deflagra Opera√ß√£o Mob Fools

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Assessoria de Comunicação Social, da PCDF

 

A Coordena√ß√£o Especial de Repress√£o √† Corrup√ß√£o e ao Crime Organizado da Pol√≠cia Civil do Distrito Federal ‚Äď Cecor/PCDF, por meio da Divis√£o de Repress√£o ao Crime Organizado ‚Äď Draco, deflagrou, nesta quinta-feira (30), a Opera√ß√£o Mob Fools destinada a desarticular grupo criminoso que atuava na invas√£o de contas banc√°rias para subtra√ß√£o de valores em desfavor de clientes e das institui√ß√Ķes banc√°rias.

 

Estima-se que a organiza√ß√£o criminosa, durante o per√≠odo de cerca de um ano e meio que duraram as investiga√ß√Ķes, tenha efetuado golpes que totalizaram a quantia de R$ 1 milh√£o.

 

A Cecor teve apoio, durante as investiga√ß√Ķes, da Delegacia de Repress√£o a Crimes Cibern√©ticos ‚Äď DRCC, dada a sofistica√ß√£o das t√©cnicas utilizadas para invas√£o das contas pelos hackers integrantes do grupo criminoso, que atuava da seguinte forma: o dinheiro era subtra√≠do da conta das v√≠timas por meio do furto cibern√©tico e, em seguida, transferido para contas de laranjas que, por sua vez, sacavam integralmente tais valores de suas contas. Esses laranjas ficavam com cerca de 10% do valor sacado e repassavam os outros 90% aos membros do grupo que executavam os golpes.

 

Em alguns casos, parte do valor era fracionado para outras contas-correntes, antes da realiza√ß√£o dos saques, ou transferidos diretamente para contas de casas de c√Ęmbio para servirem como pagamento por moedas estrangeiras negociadas, usadas para lavar o dinheiro, dando apar√™ncia de licitude a ele. Havia a modalidade, ainda, de utiliza√ß√£o das contas invadidas para pagamento de boletos de empresas de fachada, para que o dinheiro retornasse com apar√™ncia l√≠cita.

 

A opera√ß√£o da Cecor contou com o apoio Divis√£o de Opera√ß√Ķes Especiais ‚Äď DOE, do Departamento de Pol√≠cia Especializada ‚Äď DPE e do Departamento de Pol√≠cia Circunscricional ‚Äď DPC e envolveu cerca de 130
membros da PCDF, entre delegados, agentes de polícia e escrivães.

 

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreens√£o domiciliar e oito mandados de pris√£o preventiva nas cidades de Taguatinga, Samambaia, Ceil√Ęndia, Santa Maria, Sobradinho, Planaltina, S√£o Sebasti√£o, Planaltina de Goi√°s e Santo Ant√īnio do Descoberto/GO.

 

Entre os alvos dessa fase da opera√ß√£o, encontram-se os laranjas que emprestavam as contas banc√°rias para recebimento dos valores desviados, recebendo uma comiss√£o de 10% por isso; os recrutadores que aliciavam pessoas para servirem como laranjas e eram respons√°veis pelo pagamento de suas comiss√Ķes; e os l√≠deres da organiza√ß√£o criminosa, respons√°veis por gerenciar toda a a√ß√£o, invadindo as contas e definindo os percentuais a serem repassados aos demais membros do grupo.

 

Todos foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, furto mediante fraude e lavagem de dinheiro, que, somados, podem levar a 32 anos de reclusão.