Governo do Distrito Federal
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2/07/21 Ă s 18h33 - Atualizado em 2/07/21 Ă s 18h45

đŸ“±âœ‹đŸŒđŸ‘©đŸŒPainel de feminicĂ­dios tem mil acessos em uma semana

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Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

Na Ășltima quarta-feira (30/6), o Painel Interativo de FeminicĂ­dios atingiu a marca de mil acessos. O instrumento foi criado para dar mais transparĂȘncia aos dados relacionados aos crimes desse tipo ocorridos no DF e aumentar a interação com os diversos segmentos da sociedade e do governo. A ferramenta possibilita a realização de pesquisas qualitativas, como locais de maior incidĂȘncia do crime, buscas por idade ou regiĂ”es administrativas.

 

“Com maior entendimento de como o crime Ă© cometido, Ă© possĂ­vel criar polĂ­ticas pĂșblicas de proteção e atendimento para o enfrentamento cada vez mais assertivo”Delegado JĂșlio Danilo, secretĂĄrio de Segurança PĂșblica

 

Os dados disponibilizados fazem parte de estudos e anĂĄlises realizados pela CĂąmara TĂ©cnica de Monitoramento de HomicĂ­dios e FeminicĂ­dios (CTMHF), da Secretaria de Segurança PĂșblica do DF (SSP). O material contempla informaçÔes de todos os feminicĂ­dios ocorridos no Distrito Federal, desde a publicação da Lei nÂș 13.104, em março de 2015.

 

 

“O painel lançado Ă© muito semelhante ao Painel Covid, utilizado pelo Governo do Distrito Federal para divulgação dos dados referentes Ă  pandemia no DF. As informaçÔes disponibilizadas poderĂŁo subsidiar gestores pĂșblicos, o sistema de Justiça, acadĂȘmicos, imprensa e a prĂłpria população. Com maior entendimento de como o crime Ă© cometido, Ă© possĂ­vel criar polĂ­ticas pĂșblicas de proteção e atendimento para o enfrentamento cada vez mais assertivo e direcionado do feminicĂ­dio e da violĂȘncia de gĂȘnero”, pontua o secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, delegado JĂșlio Danilo.

 

Os dados sĂŁo atualizados sistematicamente e podem ser acessados por meio do site da SSP, inclusive pelo celular. “O envolvimento dos mais diversos segmentos da sociedade no enfrentamento a toda e qualquer violĂȘncia contra a mulher Ă© nosso foco principal, e por isso continuamos investindo nas mais diferentes formas de acesso Ă s informaçÔes que possam contribuir com a redução dos crimes no DF”, completa o secretĂĄrio.

 

Em março, junto do lançamento do programa Mulher Mais Segura, os dados da CTMHF passaram a ser disponibilizados no site da SSP. A diferença no novo formato é que os dados são mostrados de forma interativa ao usuårio e não somente publicados de forma eståtica, como ocorria até o lançamento do painel.

 

“A pesquisa de informaçÔes por meio da plataforma de BI [Business Intelligence] possibilitarĂĄ a busca segmentada de informaçÔes, sendo possĂ­vel, inclusive, realizar a pesquisa da motivação do crime ocorrido e [acessar] o nĂșmero de casos de acordo com a população da regiĂŁo administrativa, com taxa Ă­ndice para cada 100 mil habitantes, entre outros recortes relevantes”, ressalta o coordenador da CTMHF, delegado Marcelo Zago.

 

Os avanços do painel, de acordo com a coordenadora do NĂșcleo JudiciĂĄrio da Mulher e titular do Juizado de ViolĂȘncia DomĂ©stica e Familiar contra a Mulher de Taguatinga do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e TerritĂłrios (TJDFT), Luciana Lopes Rocha, Ă© que o feminicĂ­dio pode ser fenĂŽmeno evitĂĄvel, desde que os fatores de risco locais sejam compreendidos. “O estudo vai ao encontro do desenvolvimento de polĂ­ticas preventivas e em acordo com o artigo 8Âș da Lei Maria da Penha, que visa coibir a violĂȘncia domĂ©stica e familiar contra a mulher por meio de um conjunto de açÔes”, explica a magistrada.

 

Edição: João Roberto

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