Governo do Distrito Federal
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12/03/15 às 21h11 - Atualizado em 29/10/18 às 12h39

Pacto pela Vida alinha atuação das forças de segurança

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Grupos de trabalho formados pelas polícias Militar, Civil, Corpo de Bombeiros e Detran definem ações para implantação do programa

A Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social criou três grupos de trabalho para definir as medidas conjuntas entre as polícias Civil e Militar, Detran e Bombeiros necessárias à implantação do Pacto pela Vida. Até o final de março, os grupos pretendem estabelecer novos modelos das áreas de atuação das polícias, de detalhamento das estatísticas criminais, inclusive com avaliação do desempenho dos agentes de segurança, além da política de cooperação entre todos os envolvidos na execução do programa.

Adotado pelo novo governo como a principal política de segurança para o DF, o Pato pela Vida tem como propósito reduzir os índices de criminalidade e garantir mais segurança à população. O programa é construído de forma conjunta entre o governo, os órgãos de segurança e a população. Leia mais aqui.

Os grupos criados trabalham com os temas informação, responsabilização e governança. O de Informação é responsável por criar na SSPPS um sistema de monitoramento mais completo dos indicadores estratégicos de criminalidade do DF. A ideia é que os números sirvam para orientar o trabalho das forças, de forma articulada, com foco principalmente na prevenção dos crimes.

“Na medida em que geramos indicadores melhores, que mostrem inclusive o grau de subnotificação dos crimes, garantimos que os agentes de segurança possam adotar medidas conjuntas que possibilitem não só a prevenção da violência, mas também a avaliação adequada do desempenho destes profissionais. A meta final é melhorar a qualidade de vida dos moradores do DF”, explica o secretário de Segurança, Arthur Trindade.

Outro GT é o de Responsabilização, que tem como finalidade definir e conciliar as áreas de atuação das unidades policiais, bombeiros e agentes de trânsito, as chamadas Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs). A ideia é acabar com possíveis sobreposições de competências das forças em todas as áreas do DF e intensificar a integração do trabalho.

O terceiro GT é o de Governança, cujo conceito norteia todas as ações do Pacto pela Vida. Trata-se de uma metodologia de diálogo entre as áreas de segurança e vários agentes do Estado cujas ações influenciam diretamente nos índices de criminalidade. Ou seja, é um sistema de cooperação. Este grupo de trabalho é o responsável justamente por definir os mecanismos de colaboração, tendo como principais objetivos desenvolver as rotinas de ações dos integrantes do Pacto pela Vida, os fluxos de trabalho, além dos próprios mecanismos de monitoramento e avaliação do programa.

“Essas são oportunidades que temos de desenvolver coletivamente o projeto do Pacto em consonância com as necessidades da população do Distrito Federal”, explica Andréia Macêdo, coordenadora do programa.

Próximo passo
Concluído o trabalho dos GTs, o programa começa sua atuação de forma piloto em quatro cidades que terão os nomes divulgados nos próximos dias. A previsão é que o plano esteja em pleno funcionamento a partir do segundo semestre deste ano.
Também a partir de abril têm início as conversas com todos os Conselhos de Segurança (Consegs) do DF, onde o programa será apresentado e sugestões para sua implementação serão colhidas para o aperfeiçoamento do Pacto.

Também serão realizadas reuniões periódicas em todas as regiões do DF para escuta das demandas da população e das polícias. A ideia é que a maior parte das questões levantadas sejam resolvidas durante esses encontros.