Governo do Distrito Federal
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10/06/20 às 11h20 - Atualizado em 10/06/20 às 11h36

Operação Patrono desarticula associação criminosa voltada para o estelionato

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Ascom PCDF 

 

 

Na manhã desta quarta-feira (10/6), policiais civis da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes  (CORF/PCDF) desencadearam a Operação Patrono, que visa desarticular associação criminosa voltada para os crimes de estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos. Ao todo foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Sudoeste, Gama e Taguatinga.

 

A investigação policial apurou que, a partir de 2018, um dos indiciados contratou pessoas para realizar pesquisas de mercado, no qual os entrevistados recebiam R$20,00 por responderem aos questionamentos e cujos documentos pessoais eram xerocopiados. Este mesmo indiciado, que também é proprietário de um estabelecimento comercial, atraiu pessoas até um quiosque num shopping de grande circulação em Brasília, sob a promessa de participar de um sorteio de produtos via Instagram, ocasião em que também obtinha os dados e cópia dos documentos dos participantes, inclusive por meio de uma máquina copiadora.

 

Tais dados e documentos pessoais foram utilizados para falsificar procurações, comprovantes de residência e contratos de internet, usados para entrar com 32 ações judiciais junto a diversos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça e Territórios do Distrito Federal (TJDFT) de indenizações contra operadora de internet fixa, sob o falso argumento de que os nomes delas haviam sido negativado junto às empresas de análise de crédito.

 

O outro indiciado, então estagiário do escritório de advocacia que representava a operadora de internet, e contrariando as orientações deste empregador, propunha acordo extrajudicial nestas ações, normalmente no valor de R$3.500,00 cada, o que era aceito pelo então advogado da falsa vítima. O prejuízo causado é estimado em cerca de R$ 100 mil reais.