Governo do Distrito Federal
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8/01/20 às 16h25 - Atualizado em 8/01/20 às 16h29

Operação Guardiã 61 desarticula facção criminosa no DF

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Com informações da Polícia Civil

 

A Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF, por meio da Divisão de Repressão a Facções Criminosas da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado – Difac/Cecor, deflagrou, na manhã de ontem (8), a Operação Guardiã 61. A ação desarticulou célula de uma facção criminosa paulista que atua em todo o território nacional, inclusive no Distrito Federal, na prática de diversos crimes, como roubos e tráfico de drogas.

 

A ação, apoiada pelo Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do MPDFT – Nupri, e pela Subsecretaria do Sistema Penitenciário do DF – Sesipe/SSP, contou com a participação de 120 policiais civis. Foram expedidos 14 mandados de prisão no total: oito foram cumpridos; três serão cumpridos nos próximos dias em outros estados; e três pessoas estão foragidas.

 

A célula da organização criminosa desarticulada, composta por pelo menos 30 integrantes, divide-se em núcleos específicos de atuação, dedicando-se a práticas criminosas e a estabelecer condições para o desenvolvimento e consolidação do grupo na capital federal, tendo em vista a presença da alta cúpula da facção em cumprimento de penas no presídio federal de Brasília/DF.

 

Ao longo de um ano de investigação, foram identificados integrantes distribuídos estrategicamente em setores de atuação, com o auxílio de advogados, presidiários e criminosos egressos do sistema prisional. Eles praticavam condutas criminosas como tráfico de drogas e armas, roubos e ameaças a autoridades, objetivando intensificar a presença da facção no Distrito Federal. A estrutura da organização formava uma intricada rede de atividades criminosas na qual estão inseridos também indivíduos radicados em presídios de outras três unidades da Federação.

 

O resultado das investigações culminou com a expedição de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Também foi adotada medida diversa da prisão, consistente em colocação de tornozeleira eletrônica, em desfavor de integrantes do grupo criminoso, inclusive advogados. Os investigados estão sujeitos a penas de três a oito anos por promover, constituir e integrar organização criminosa, nos termos do artigo 2º, caput, da Lei nº 12850/13.

 

Foto: André Stumpf/PCDF