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Quarta, 06 Dezembro 2017

Homicídios e crimes contra o patrimônio seguem em queda no DF

  Adriana Machado e Shismênia Oliveira
Homicídios e crimes contra o patrimônio seguem em queda no DF Foto: Flávio Alves - SSP/DF

Balanço da SSP/DF sobre criminalidade de novembro e acumulado do ano mostra ainda aumento nos registros de estupros, reflexo do encorajamento de vítimas

 

O Distrito Federal registrou 43 homicídios em novembro. Este é o menor número para igual mês, desde 2002, com 40 mortes. Comparando o mês passado a 2016, foram seis óbitos a menos. Também houve a redução de cinco roubos monitorados de perto pelo Programa Viva Brasília – Nosso Pacto pela Vida, passando de 5.203 casos para 5.156.

Os dados fazem parte do balanço mensal produzido pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP/DF) para dar transparência dos indicadores à população. A divulgação ocorreu nesta quarta-feira (6), em entrevista coletiva na sede da pasta.

No conjunto dos crimes violentos contra a vida, que engloba homicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte, a redução constatada em novembro foi de 9,6% - 52 casos em 2016 contra 47, este ano. Separados, o latrocínio caiu de 3 para 2; e a lesão seguida de morte, que não teve registro em 2016, fechou em 2 ocorrências, mês passado.

“Com a redução no número de homicídios, o Distrito Federal fechará o ano com uma taxa índice por taxa de 100 habitantes de 17,6%. Essa taxa é a menor desde 1989”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Edval Novaes.  

Especificamente na situação dos homicídios, análise da SSP/DF aponta que 63% das vítimas e 56% dos autores já tinham antecedentes criminais na hora do crime. No período maior de comparação, entre janeiro e novembro, a redução nos três crimes contra a vida, juntos, foi de 17,4% (585 para 483).

Roubos e furtos

Já em relação aos crimes contra o patrimônio acompanhados pelo Viva Brasília – roubos a pedestre, veículos, transporte coletivo, comércio, residência e furto em veículo – houve pequena queda de 0,9% somando todos eles. Passaram de 5.203 em novembro de 2016 para 5.156, este ano. No acumulado dos onze meses, o decréscimo foi mais acentuado: 5,1%.

Em números percentuais, a maior redução foi nos casos de roubo a residência (-28,8%), sendo que as ocorrências caíram de 80 para 57. No acumulado, a baixa é de 6,2%.

Em seguida, aparece o roubo em transporte coletivo, com 26,8% a menos em novembro, comparado ao mesmo mês do ano passado. A queda desse crime segue pelo sexto mês consecutivo. De janeiro até novembro, houve diminuição de 8,2% em relação à 2016. Além das abordagens policiais em ônibus que circulam principalmente rodovias que ligam uma cidade a outra, parte dessa tendência ocorre com a implantação do bilhete único pela Secretaria de Mobilidade, o que tem reduzido a circulação de dinheiro em caixa dos ônibus, e da biometria facial, implantada no último mês.  

“O roubo em transporte coletivo segue uma inversão de tendência que vinha acontecendo. A redução dos crimes tem sido possível com ações conjuntas da Semob com as polícias. A implantação da biometria facial no último mês será mais uma ferramenta para coibir esse crime, pois identificará quem passar pelas catracas dos ônibus e poderá contribuir com a identificação de infratores”, explicou o subsecretário de Fiscalização, Auditoria e Controle da Semob, Felipe Leonardo. 

Roubo em estabelecimentos comerciais – somando lojas em geral, casas lotéricas e postos de combustíveis – teve diminuição de 26,5%, ou seja, 215 para 158; e 22,9% de decréscimo nos onze meses deste ano.

Quanto aos roubos de veículos (carros, caminhões e motos), estes saíram de 513 para 428 em novembro, portanto, queda de 16,6%. Foi o oitavo mês de diminuição consecutiva dessa natureza em 2017. No acumulado de janeiro a novembro, são menos 14% no registro de ocorrências.

Com leve baixa de 0,8%, os roubos a pedestres passaram de 3.074 em novembro de 2016 para 3.049 em 2017. Esse mesmo indicador caiu 3,1% no acumulado dos onze meses. Novembro foi o quinto mês sem aumento do crime.  

Já o furto em veículo, que são os casos de arrombamento ou furto de rodas, por exemplo, foi o único crime contra o patrimônio do Viva Brasília que apresentou aumento. A variação foi de 26%, ou seja, 941 em novembro de 2016 para 1.186, este ano. Porém, nos onze meses contabilizou baixa de 2,4%.  “É importante que as pessoas não deixem as compras à mostra dentro dos carros e procurem locais iluminados para estacionarem”.

 

Violência sexual

Os registros de estupros aumentaram de 39 para 75 quando analisado o mês de novembro.  No mês passado, houve a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, da Organização das Nações Unidas (ONU). Também foi laçado o dispositivo de proteção às mulheres em medidas protetivas de urgência.

“A intensificação das ações realizadas no decorrer do ano tem contribuído para o encorajamento das vítimas em denunciar o agressor. Esse tipo de crime, por ser subnotificado. É um desafio lutar contra essa violência, pois ele ocorre principalmente no seio familiar”, explicou a especialista em assistência social, Mirian Pondaag.

Dos 75 boletins de ocorrências de estupros, pelo menos 44 ocorreram de fato em novembro. Ou seja, há casos de vítimas que só informam à Polícia Civil tempos depois do crime.

A análise da SSP/DF mostra ainda que das 75 ocorrências, 47 são relativas a estupros de vulneráveis. Neste conjunto estão menores de 14 anos de idade; deficientes mentais; e quem, independente de idade, não tenha capacidade de resistência durante o ato.

No caso dos vulneráveis, 82% dos crimes sexuais ocorreram na residência da vítima ou do agressor e havia vínculo entre eles em 96% dos relatos.

 

 

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