Governo do Distrito Federal
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13/09/19 às 14h43 - Atualizado em 13/09/19 às 15h19

Intervenção carcerária: servidores de outros estados estão no DF para aprender técnicas locais

Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

 

Sabem os filmes de treinamentos policiais? Aqueles em que, com muita dedicação e vontade, os alunos fazem de tudo para chegar à perfeição? Assim tem sido o curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário, aqui no Distrito Federal.

 

Desde segunda-feira (9), vinte e quatro alunos estão reunidos, em regime de internato, na sede da Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE), localizada no Complexo Penitenciário da Papuda. A Diretoria faz parte da estrutura da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), da Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF).

 

Até o próximo dia 26 de setembro, agentes penitenciários de quatro estados – Ceará, Roraima, Bahia, Goiás e Minas Gerais – e do Distrito Federal recebem capacitação de técnicas utilizadas em ambiente penitenciário. As aulas são divididas em orientações práticas e teóricas.

 

“Ao todo, os alunos terão dezenove disciplinas, como intervenção e imobilização tática, liderança, armamento e tiro, gerenciamento de crise e escolta armada. Eles estarão aptos a aplicarem as técnicas e a serem agentes multiplicadores em seus estados. Os agentes que já atuam no Sistema Penitenciário do DF estarão preparados para atuar em situações mais complexas”, contou o diretor de Operações Especiais, Antônio Araújo.

 

Para participar do curso, foi necessária a aprovação no Teste de Aptidão Física (TAF). “O curso incluiu exercícios em solo, como corrida, barra, flexão de braço e abdominal, e também na água, como nado submerso, flutuação e apneia estática”, explicou Antônio.

 

Cerca de vinte instrutores da DPOE são os responsáveis pelas instruções aos alunos. Um deles, o agente de atividades penitenciárias Gustavo Felipe, falou do treinamento que está sendo realizado. “Os alunos estão sendo levados à situações extremas, simulando o que pode ocorrer em casos de rebelião ou crise no ambiente carcerário. Além da técnica, os alunos aprendem que a integridade física do preso deve ser preservada”.

 

Além do estande da DPOE, as instruções serão aplicadas em outros ambientes, como no Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE) e no Comando de Operações Táticas (COT), grupo de elite da Polícia Federal (PF).

 

Duas mulheres participam da capacitação. Uma delas, a agente penitenciária da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) de Roraima, Adriana Fernanda, afirma que a participação feminina no curso é uma quebra de paradigmas. “Mostramos aqui que também somos capazes. O curso é desafiador, mas é também uma forma de comprovar a participação da mulher na área operacional, que geralmente é um ambiente masculino”. Adriana é a primeira mulher de seu estado a participar da formação.

 

Para o agente de atividades penitenciárias do DF, José Bandeira, os ensinamentos compensam todo o esforço. “Este trabalho requer dedicação e treinamento. O que é passado pelos instrutores é importante para toda força de segurança”.

 

Esta é a 21ª edição do curso. A previsão é que haja, ainda este ano, um curso avançado das técnicas.

 

O Sistema Penitenciário do DF é referência para o país. Atualmente, o agente de custódia, Luís Mauro Albuquerque, é o secretário Administração Penitenciária do Ceará. Ele e outros agentes do DF também atuaram na rebelião ocorrida no presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Mauro foi nomeado em janeiro de 2017 como coordenador de uma força-tarefa federal que buscava retomar o controle do presídio.

 

Edição: Lanna Morais

Fotos: Maurício Araújo

Vídeo: Rodolfo Aiello

 

 

Veja o vídeo. 

 

 

Confira as fotos:

 

Curso Intervenção Carcerária - DPOE