Governo do Distrito Federal
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25/09/19 às 17h51 - Atualizado em 25/09/19 às 17h56

Estudo da SSP/DF sobre feminicídio é apresentado em Curso da Escola Superior de Guerra

 

Nicole Vasconcelos, da ASCOM – SSP/DF

 

Como parte do Curso de Política, Planejamento e de Gestão Estratégica em Segurança Pública (CPGESP), cinquenta e um estagiários da Escola Superior de Guerra (ESG) assistiram a palestra proferida pelo secretário executivo de Segurança Pública, delegado Alessandro Moretti, que apresentou o estudo sobre feminicídio, da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), nesta quarta-feira (25).

 

A palestra, ocorrida no auditório do anexo do Ministério da Defesa, compôs a programação da ESG para os profissionais de várias regiões do pais. O encerramento do simpósio, que iniciou dia 9, será no dia 27 de setembro.

 

Com o foco no uso da tecnologia na gestão de Políticas Públicas de Enfrentamento ao Feminicídio no DF, o levantamento foi feito pela Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídio e Feminicídio (CTMHF), da SSP/DF.

 

Ao iniciar a apresentação, Moretti explicou como o estudo foi realizado e a facilidade de extrair dados da ferramenta utilizada – o Business Intelligence (BI). “As informações podem ser acessadas em tempo real pela pasta, por meio da ferramenta de cruzamento de dados, o que possibilita atualização constante e inclusão de novas informações. Analisamos todos os casos concretos de feminicídios ocorridos no Distrito Federal desde a edição da lei, em 2015”.

 

De acordo com o secretário executivo da pasta, a ferramenta está sendo aprimorada para, por exemplo, dar maior efetividade às medidas protetivas de urgência expedidas e subsidiar o Poder Judiciário com listagem de mulheres que podem ser vítimas de feminicídio.

“O estudo vai além do que temos atualmente. A Câmara Técnica está estudando de que forma poderemos auxiliar o Judiciário tornar a medida protetiva de urgência mais eficiente. Para isso, estão sendo analisados os casos em que o crime ocorreu, mesmo com a medida expedida pelo juiz. Estamos também utilizando tornozeleira eletrônica e o dispositivo de proteção da vítima, portanto, queremos encontrar formas para que nossas forças de segurança consigam efetivamente proteger esta mulher”, explicou Moretti.

 

A delegada regional de polícia do Mato Grosso, Ana Paula Campos, trabalha com a violência doméstica contra a mulher desde 2006 e falou da excelência do curso. “Temos uma visão de gestão, de realização de planejamento. Assim, conseguiremos melhorar nosso trabalho e a resposta para a sociedade. Além disto, a troca de experiências com delegados de todos os estados do Brasil é muito enriquecedora”, afirmou.

 

Ana Paula completou, elogiando a palestra do delegado Moretti. “Fiquei muito impressionada com a ferramenta que que é utilizada aqui no DF. Ela é excelente, é esclarecedora. O uso da tornozeleira junto com o dispositivo, é muito interessante”, disse a delegada.

 

Edição: Lanna Morais

Fotos: Maurício Araújo