Governo do Distrito Federal
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29/05/18 às 12h52 - Atualizado em 29/10/18 às 12h55

Efeitos da paralisação dos caminhoneiros são minimizados no DF

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Igor Nogueira

 

Os reflexos da paralisação nacional dos caminhoneiros estão sendo minimizados no Distrito Federal. Em entrevista à rádio CBN, na manhã desta terça-feira (29), o secretário da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, Cristiano Sampaio, explicou como está sendo feito o gerenciamento integrado de órgãos locais e federais para garantir serviços à população.

 

O trabalho conjunto ocorre desde a última quinta-feira (24), quando foi criado, por meio de decreto, o Gabinete Integrado de Acompanhamento, coordenado pela SSP/DF e pela Casa Civil. São 15 órgãos monitorando 24 horas por dia a Capital Federal e as rodovias que a cortam. Presencialmente, são pelo menos 13 horas dedicadas pelos agentes e servidores públicos.

 

“A operação da Polícia Militar certamente é maior, mas não é única. A PM atua dentro do DF e parte das nossas necessidades dependem de ações com caminhões parados em outros estados, como Goiás e Minas Gerais. É uma operação que ultrapassa nossas divisas e o gabinete foi criado para que mantivéssemos os serviços essenciais à população.”, explicou Sampaio.

 

A PMDF está priorizando a escolta de produtos que, em um espaço de tempo mais curto, podem causar mais prejuízos. “Começamos com o combustível, com grande intensidade desde a sexta-feira. Agora, também temos a preocupação de trazer para Brasília o álcool anidro, que é necessário para misturar ao combustível para diminuir o preço da gasolina nas bombas”, acrescentou.

 

O secretário também falou 47 caminhões que transportavam combustíveis ou gás foram escoltados a partir das distribuidoras para os postos somente na manhã desta terça-feira. O transporte de farelo para alimentação de suínos e aves, de querosene para aviação e insumos hospitalares, como oxigênio e medicação, também estão entre as prioridades.

 

“Além disso, nós temos operações com a Força Nacional, que saiu de manhã com mais de 20 caminhões, daqui de Brasília para o Goiás para recolher e montar o farelo para alimentação de suínos e aves que que poderiam vir a morrer nos próximos dias”, disse o titular da SSP.

 

“É preciso que a população saiba que, de domingo para cá, a média de abastecimento dos postos tem sido o dobro do consumo atual. Nós temos conseguido colocar 4 milhões de litros por dia. Claro, a gasolina acaba porque as pessoas estão enchendo os tanques, então a demanda está sendo maior que o ordinário. Portanto, não há risco de desabastecimento, por enquanto, tanto para a população quanto para os serviços essenciais”, completou.

 

Sampaio também chamou atenção para o fato de o trabalho não gerar custos extras para os cofres do DF. “As forças atuam diariamente nesses trabalhos. Então, o policial já está na folha de pagamento e o combustível da viatura já está no contrato, então, não têm alteração. O que podemos ter é uma variação de escala, estresse maior da tropa, e isso pode provocar um rearranjo administrativo”, finalizou.

 

Acompanhe a entrevista completa:

 

 

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Gabinete Integrado de Acompanhamento (29/05/2018)