Governo do Distrito Federal
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12/01/21 Ă s 10h48 - Atualizado em 12/01/21 Ă s 12h09

📉 Distrito Federal tem o menor índice de homicídio em 41 anos

Adriana Machado e JoĂŁo Roberto, da Ascom – SSP/DF

 

O conjunto de polĂ­ticas adotadas pela Secretaria de Segurança PĂșblica (SSP/DF) fez com que o Distrito Federal superasse, pelo segundo ano seguido, os recordes de redução de criminalidade. Levantamento realizado pela SSP/DF mostra que, no ano passado, foram registrados 11,4 homicĂ­dios por 100 mil habitantes, Ă­ndice mais baixo desde 1980. O uso da taxa Ă© uma metodologia internacional para aferir o nĂ­vel de violĂȘncia de determinado lugar, relacionando o nĂșmero da criminalidade com o da população.

 

 

Quando analisado o nĂșmero absoluto de vĂ­timas de homicĂ­dio, ano passado o DF atingiu o menor nĂșmero de mortes por este tipo de crime em 28 anos. Em 1992, Ășltimo ano em que a redução foi menor, foram 302 vĂ­timas com população estimada em 1,7 milhĂ”es de habitantes, de acordo com o *Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE)*. Ano passado, mesmo com 3,2 milhĂ”es de habitantes, foram registrados 373 casos. Em relação a 2019, a redução foi de 10,8%. O nĂșmero de ocorrĂȘncias dos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) – que englobam, alĂ©m do homicĂ­dio (feminicĂ­dio), latrocĂ­nio e lesĂŁo corporal seguida de morte – teve redução de 8,9%. Ou seja, 40 vidas foram poupadas no decorrer do ano.

 

De acordo com secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, delegado Anderson Torres, mesmo diante de uma pandemia, em que foi necessĂĄrio fazer a realocação de prioridades e adaptação dos serviços, a Segurança PĂșblica local conseguiu colocar em prĂĄtica açÔes que renderam ao DF um ano com decrĂ©scimos do nĂșmero de homicĂ­dios

“Em 2019 tivemos a menor taxa de homicĂ­dios em 35 anos. Desta forma, sabĂ­amos que 2020 seria um ano desafiador e que seria necessĂĄrio concentrar esforços para resultados iguais ou melhores que o ano anterior. Mesmo diante de uma pandemia, em que foi necessĂĄrio fazer a realocação de prioridades e adaptação dos serviços, conseguimos colocar em prĂĄtica açÔes que renderam ao DF um ano com decrĂ©scimos do nĂșmero de crimes contra o maior bem do ser humano, que Ă© a vida”, avalia o secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, delegado federal Anderson Torres.

 

O crime de latrocĂ­nio registrou seis casos a mais que em 2019. Das 31 ocorrĂȘncias ano passado, 19 aconteceram nos trĂȘs primeiros meses, 63% do total. “Iniciamos, a partir de março, uma sĂ©rie de medidas de reforço no policiamento de identificação e prisĂŁo de autores, impedindo, assim, a reincidĂȘncia. Mais de 80% dos que cometeram este tipo de crime foram identificados. JĂĄ nos meses de abril, maio e julho nĂŁo foram registrados latrocĂ­nios no DF ”, destaca o secretĂĄrio.

 

Os anos de 2019 e 2020 foram o primeiro e o terceiro, respectivamente, com os menores nĂșmeros de casos de latrocĂ­nio em 21 anos.

 

Metas e resultado

Uma das medidas estratĂ©gicas implementadas pela SSP para conter a criminalidade foi, desde o inĂ­cio do ano passado, a estipulação de metas e a cobrança de resultados atĂ© o ano de 2022. Ano passado, por exemplo, o objetivo era fechar o ano com a taxa de 14,9 mortes violentas intencionais para cada cem mil habitantes. PorĂ©m, a taxa foi menor: 12,5/100 mil, superando atĂ© a meta estipulada para este ano, que Ă© de 14,6/100 mil, de acordo com o Plano Plurianual da Segurança PĂșblica (Leis nÂș 6.490 e 6.624 – DF).

 

 

Feminicídios 

A redução dos feminicĂ­dios em 2020 foi de quase 50%, no comparativo com 2019, quando foram registradas 32 mortes pelo crime de gĂȘnero. Em 2020 houve 17 vĂ­timas de feminicĂ­dio, sendo que nĂŁo houve nenhum registro do crime nos meses de fevereiro, maio, outubro e novembro. O Ă­ndice desse tipo de crime no DF foi de 1,07/100 mil habitantes, o menor desde a criação da lei, em 2015.

 

“A redução mostra que a estratĂ©gia de prevenção surtiu efeito, mesmo diante da pandemia. A inauguração de mais uma delegacia especializada no atendimento Ă  mulher, a possibilidade de registros on-line de ocorrĂȘncias e o aumento das visitas do programa de Prevenção Orientada Ă  ViolĂȘncia DomĂ©stica (Provid), da PolĂ­cia Militar, foram essenciais para redução dos casos de violĂȘncia domĂ©stica e consequentemente, de feminicĂ­dio”, avalia Torres.

 

Destaque nacional

A redução sistemĂĄtica de Ă­ndices criminais rendeu ao DF reconhecimento nacional no decorrer do ano. Em agosto, de acordo com o Atlas da ViolĂȘncia 2020, do FĂłrum Brasileiro de Segurança PĂșblica (FBSP), o DF apresentou uma das menores taxas de homicĂ­dio entre as unidades da federação.

 

No mĂȘs seguinte, o Monitor da ViolĂȘncia – parceria do portal G1 com o NĂșcleo de Estudos da ViolĂȘncia da Universidade de SĂŁo Paulo (USP) e o FBS – revelou que o DF possui o menor nĂșmero de homicĂ­dios de mulheres no paĂ­s. Os dados sĂŁo referentes aos primeiros semestres de 2019 e 2020. A taxa atingida foi de 0,6/100 mil mulheres. Em igual perĂ­odo, o Brasil teve aumento de 2% no nĂșmero de mulheres assassinadas.

 

No mesmo mĂȘs, o resultado positivo na ĂĄrea de Segurança PĂșblica rendeu posição de destaque no Ranking de Competitividade dos estados. De acordo com a pesquisa, a ĂĄrea da segurança Ă© a que com mais exatidĂŁo expressa o funcionamento das instituiçÔes do Estado, uma vez que a preservação dos direitos individuais e a construção da ordem sĂŁo fundamentais para o bem-estar social.

 

Operação pela vida

Uma das açÔes para redução dos crimes contra a vida Ă© a operação Quinto Mandamento, iniciada em julho do ano passado. Coordenada pela SSP/DF, a ação tem como foco a redução dos crimes contra a vida e reĂșne representantes das forças de segurança, do DF Legal e Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF). ApĂłs cinco meses, 7.604 pessoas foram abordadas e cerca de 2.500 veĂ­culos foram fiscalizados. O efetivo empregado na Operação foi de 3.300 representantes dos ĂłrgĂŁos participantes e 928 viaturas.

 

 

“O foco principal da Operação Ă© preservar vidas, mas Ă© notĂłrio que a presença policial e abordagens realizadas resultam na apreensĂŁo de drogas e armas e cumprimento de mandados de prisĂŁo, o que contribui com a aumento da sensação de segurança da população e, consequentemente, com a redução de crimes contra o patrimĂŽnio, como roubos e furtos”, analisa o secretĂĄrio executivo de Segurança PĂșblica, delegado JĂșlio Danilo.

 

Os Ă­ndices de resolução de homicĂ­dios da PolĂ­cia Civil do Distrito Federal (PCDF) sĂŁo altos, com reconhecimento nacional, o que contribui com a redução dos crimes letais intencionais, como afirma o diretor-geral da instituição, o delegado Robson CĂąndido. “A implementação do Serviço VoluntĂĄrio Gratificado, ocorrido neste governo, tem sido essencial para o trabalho de investigação da PCDF como um todo. Desta forma, Ă© possĂ­vel direcionar mais policiais para essa atividade, elevando assim o nĂșmero de prisĂ”es qualificadas – fruto de coleta de provas e trabalho tĂ©cnico – em menor espaço de tempo”.

 

 

Cidade da Segurança PĂșblica

Em novembro, a SSP/DF deu inĂ­cio a mais um projeto inovador para redução de Ă­ndices criminais – a Cidade da Segurança PĂșblica, com foco na aproximação com a população, redução dos Ă­ndices de criminalidade, aumento da sensação de segurança, concentração de esforços para atuação policial e fornecimento de serviços. A Cidade da Segurança PĂșblica integra o programa DF Mais Seguro, que nortearĂĄ as açÔes de segurança pelos prĂłximos dois anos.

 

O DF mais Seguro irĂĄ pautar a aplicação ainda mais adequada das polĂ­ticas de segurança, com base em quatro eixos: a Cidade da Segurança PĂșblica; a modernização e ampliação do sistema de videomonitoramento; projeto Área de Segurança PrioritĂĄria, que vai seguir reforçando todas as açÔes nas regiĂ”es administrativas; e a melhoria no atendimento dos canais de emergĂȘncia.

 

Redução de roubos e furtos

A SSP/DF acompanha prioritariamente seis Crimes Contra o PatrimĂŽnio (CCPs) – roubos a transeunte, veĂ­culos, transporte coletivo, comĂ©rcio, residĂȘncia e furto em veĂ­culo. Os crimes apresentaram redução de 32,6% no acumulado do ano, em comparação com 2019. Desta forma, mais de 30 mil roubos e furtos deixaram de acontecer no ano.

 

A maior queda apresentada refere-se ao roubo em transporte coletivo – que chegou a – 40,2%. Na sequĂȘncia aparece o roubo de veĂ­culo (- 35,3%), o roubo em comĂ©rcio (- 34,3%), o roubo a transeunte (- 32,9%), o furto de veĂ­culo (- 30,8%) e o roubo a residĂȘncia, que chegou ao decrĂ©scimo de 25,3%. A queda nestes tipos de crime influencia diretamente na sensação de segurança da população.

 

As açÔes de policiamento contribuĂ­ram para a redução desses Ă­ndices. Mesmo diante do cenĂĄrio pandĂȘmico, em que foram necessĂĄrios ajustes e redirecionamento de açÔes, a produtividade policial aumentou. “Em 2020 experimentamos tempos difĂ­ceis, que exigiram tomadas de decisĂ”es singulares. Revisitamos nosso planejamento estratĂ©gico, ajustamos nossos objetivos, nos adaptamos e direcionamos nossos esforços visando maior eficiĂȘncia dos meios. Atuação diuturna e presença ostensiva, comprometimento de cada integrante da corporação sĂŁo itens da nossa fĂłrmula de sucesso”, ressalta o comandante da PolĂ­cia Militar do Distrito Federal, coronel Julian Pontes.

 

O comandante da corporação falou ainda da produtividade de 2020. “Atendemos mais de 350.000 solicitaçÔes da população, realizamos a apreensĂŁo de mais de 1.500 armas, realizamos mais de 9.000 flagrantes e, sem dĂșvida alguma, esses nĂșmeros impactam na redução de vĂĄrios delitos, principalmente os crimes violentos contra a vida”, conta.

 

No decorrer do ano foram realizadas operaçÔes para redução dos crimes. No mĂȘs de dezembro, quando hĂĄ o aumento do nĂșmero de pessoas circulando de centros comerciais por conta das festas de final de ano, as polĂ­cias Civil e Militar intensificaram o policiamento, principalmente nessas ĂĄreas.