Governo do Distrito Federal
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21/10/20 Ă s 15h25 - Atualizado em 21/10/20 Ă s 15h54

🚹DF apresenta uma das menores taxas de homicídios do país

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Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

O Distrito Federal apresentou uma das maiores reduçÔes de Mortes Violentas Intencionais (MVI) do paĂ­s em 2019 e no primeiro semestre de 2020. Os dados foram divulgados pelo FĂłrum Brasileiro de Segurança PĂșblica (FBSP) e incluem os crimes de homicĂ­dio, lesĂŁo corporal seguida de morte e mortes resultantes de açÔes policiais.

No primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019, o DF ocupa a quinta posição, com 2,1% de redução, atrås de Roraima, Acre, Amapå e Tocantins. A média nacional teve aumento de 7,1%.

 

De acordo com o secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, delegado Anderson Torres, os dados do FĂłrum revelam que o esforço concentrado da segurança pĂșblica do DF tem surtido efeito positivo

“Os dados do FĂłrum revelam que o esforço concentrado da segurança pĂșblica do DF estĂĄ no caminho certo. Conseguimos manter os crimes violentos contra a vida em queda em comparação 2019, ano que tivemos a menor taxa de homicĂ­dios em 35 anos. As forças de segurança do DF tĂȘm se destacado nas apreensĂ”es de armas, de drogas e na resolução de homicĂ­dios. AlĂ©m disso, nossas polĂ­cias possuem as menores taxas de letalidade policial do paĂ­s, de acordo com o estudo, o que mostra o alto grau tĂ©cnico de nossos profissionais” avalia o titular da Secretaria de Segurança PĂșblica do Distrito Federal (SSP/DF), o delegado Anderson Torres.

 

Em 2019, de acordo com o AnuĂĄrio, o Distrito Federal obteve a menor taxa de letalidade policial do paĂ­s, com 0,3 mortes em decorrĂȘncia de ação policial para cada 100 mil habitantes, o que representa 10 casos em todo o ano.

 

Os resultados positivos fazem parte do trabalho integrado das forças de segurança locais e das polĂ­ticas definidas pela SSP/DF, como afirma Torres. “Esse resultado sĂł tem sido possĂ­vel por conta de muito trabalho e esforço conjunto por meio de anĂĄlises criminais, inteligĂȘncia, investimento em tecnologia, como Ă© o caso das cĂąmeras de segurança, que norteiam todo o planejamento tĂĄtico e operacional no Distrito Federal”.

 

FeminicĂ­dios

Diferente da mĂ©dia nacional, que marcou aumento de 1,9% nos casos de feminicĂ­dios, o DF vem registrando queda neste tipo de crime desde o inĂ­cio do ano. O Ășltimo levantamento divulgado pela SSP/DF mostra que o nĂșmero de feminicĂ­dios registrado no acumulado dos nove meses deste ano teve redução de quase 50%. Nos meses de fevereiro e maio nĂŁo houve registro do crime.

 

“O cenĂĄrio de pandemia e a possibilidade de subnotificação nos preocuparam. PorĂ©m, desde o inĂ­cio, buscamos alternativas como a possibilidade de registro de ocorrĂȘncia por meio da Delegacia EletrĂŽnica e o fortalecimento de campanhas de denĂșncia e apoio Ă s vĂ­timas, como Ă© o caso da campanha #MetaaColher. Os atendimentos do policiamento de Prevenção Orientado Ă  ViolĂȘncia DomĂ©stica e Familiar (Provid), da PolĂ­cia Militar, com adequaçÔes Ă  segurança, tambĂ©m continuaram a ser realizados”,  destacou Torres.

 

 

Investigação

 

A investigação dos crimes contra a vida sĂŁo prioridade nas delegacias do Distrito Federal, o que reflete diretamente no Ă­ndice de elucidação desses crimes. “Todos os crimes sĂŁo investigados, mas aqueles contra a vida sĂŁo priorizados. As delegacias contam com equipes sobre aviso, diuturnamente e em todos os dias da semana – inclusive feriados e finais de semana, e ainda com o reforço dos PEL, que sĂŁo acionados imediatamente quando um homicĂ­dio Ă© consumado”, explica o titular da Coordenação de RepressĂŁo a HomicĂ­dios e de Proteção Ă  Pessoa (CHPP), o delegado LaĂ©rcio Rossetto. É para a CHPP que os casos mais complicados sĂŁo encaminhados para investigação.

 

Equipes de plantão são acionadas imediatamente quando ocorre um homicídio. Objetivo é preservar a cena do crime, o que contribui com maior rapidez na solução do crime.

 

O imediatismo e a oportunidade sĂŁo padrĂ”es rigorosos seguidos pela PCDF para efetividade das investigaçÔes. “A preservação da cena do crime Ă© primordial para investigação. AlĂ©m disso, com a equipe de PEL Ă© possĂ­vel chegar Ă  autoria e materialidade com maior rapidez e atĂ© mesmo solucionar o crime por meio de flagrante”, conclui Rossetto.

 

ApreensĂŁo de armas de fogo

De janeiro a setembro, o nĂșmero de armas retiradas das ruas do DF chegou a 1.269

Em 72,5% das mortes violentas ocorridas no primeiro semestre no paĂ­s foram cometidas com arma de fogo, destaca o estudo. No mesmo perĂ­odo, a PMDF retirou 854 armas de fogo das ruas, 17% a mais que no ano anterior, quando foram apreendidas 730. JĂĄ as armas brancas o aumento chegou a quase 30%. Passando de 816 para 1051. De janeiro a setembro, o nĂșmero de armas retiradas das ruas do DF chegou a 1.269.

 

“Retiramos os meios pelos quais os crimes sĂŁo cometidos, isso reflete diretamente na redução da criminalidade. AlĂ©m do total de armas de fogo, retiramos tambĂ©m 147 simulacros, que foram utilizados para cometer crimes”, explica chefe do Comunicação Social da corporação, coronel Souza Oliveira.

 

Edição: João Roberto

Foto: AgĂȘncia BrasĂ­lia