Governo do Distrito Federal
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17/09/20 às 14h50 - Atualizado em 17/09/20 às 14h54

👩‍🚒👮🏊‍♀Confira as orientações para aproveitar o Lago Paranoá com segurança

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Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

O período de estiagem e temperaturas elevadas, passando dos 30º nos últimos dias, tem feito o brasiliense buscar o Lago Paranoá para se refrescar. Aos finais de semana, um dos pontos – conhecido como Piscinão do Lago Norte – chega a reunir mil banhistas por dia. Nas proximidades da Ponte JK, o número pode chegar a quinhentos aos sábados e domingos, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).  Além disso, o DF possui a 4ª maior frota de embarcações do país – são mais de cinquentas mil embarcações inscritas, de acordo com dados da Marinha do Brasil. Seja para diversão ou prática de esportes, o importante é ter cuidado para evitar acidentes.

 

 

De janeiro a agosto deste ano, o CBMDF atendeu 11 ocorrências de afogamentos no Lago Paranoá. Em três delas as vítimas morreram.

 

É possível detectar, por meio das entrevistas com testemunhas, parentes e amigos, que em muitos afogamentos as vítimas estavam alcoolizadas. “Conversando com essas pessoas, percebemos, em muitos atendimentos, que as vítimas tinham ingerido bebida alcoólica. A maior parte eram homens, jovens ou adultos”, conta o chefe da Seção de Salvamento Aquático do Grupamento de Busca e Salvamento do CBMDF, capitão Daniel Oliveira.

 

A profundidade média do Lago é de 12 metros, com águas caudalosas e escuras. Na Barragem do Paranoá, chega a quarenta metros. Por conta disso, é importante o uso de itens de segurança, como boias, coletes ou flutuadores. Outro alerta vale para crianças e adultos. “Crianças jamais devem estar sozinhas, mesmo que em distâncias pequenas”.

 

Para Daniel Oliveira, aqueles que utilizam embarcações também precisam ter cuidado para afogamentos. “É comum os usuários pararem em alguns pontos e saltarem no Lago. Para isso, é importante que estejam utilizando coletes salva-vidas e deixarem os demais tripulantes avisados de que estão entrando na água, para que todos fiquem alertas”.

 

A corporação atua no Lago Paranoá em dois pontos específicos: Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), próximo ao Palácio do Planalto, e o Subgrupamento de Busca e Salvamento, próximo à Ponte JK. Os postos são equipados com lanchas, barcos (escaleres) e jet skis. Uma média de oito mergulhadores e guarda-vidas atuam nos locais, de segunda a domingo. Aos finais de semana e feriados, o efetivo é reforçado com cerca de mais 15 bombeiros, especialistas em salvamento e prevenção de afogamento, que reforçam o atendimento em outros cinco pontos: Praça dos Orixás, Ponte JK, Ermida Dom Bosco, Ponte do Bragueto e ‘Piscinão do Lago Norte’.

“Os bombeiros ficam distribuídos nesses cinco pontos para que o atendimento seja mais ágil. O número de frequentadores aumenta nos meses de férias e período de estiagem”, explicou o capitão.

 

Recomendações importantes

– Evitar entrar na água após as refeições;
– Nadar sempre acompanhado de uma embarcação, caso faça a travessia do lago;
– Nadar na companhia de pelo menos uma pessoa e próximo à margem;
– Evitar saltar de locais elevados para dentro da água (dar de ponta) e brincadeiras como “empurrões” e “caldos”;
– Não utilize boias improvisadas. Usar colete é o mais indicado;
– Não tentar fazer salvamentos, caso não seja devidamente treinado. Nesses casos jogue objetos flutuantes, como boias, bolas, pranchas ou cordas para resgatar vítimas e ligue imediatamente para o 193;
– Crianças somente devem entrar na água acompanhadas dos pais ou responsáveis;
– Observar e respeitar as placas proibitivas e evitar caminhar sobre pedras.

 

Segurança

Aos finais de semana, as rondas ostensivas são intensificadas. O objetivo é evitar acidentes e garantir a segurança dos banhistas. O policiamento – feito dentro do espelho d’água e imediações – é realizado pelo Batalhão de Policiamento Militar Ambiental (BPMA), da Polícia Militar do Distrito Federal. Até o início deste mês, o local era de responsabilidade do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), extinto com a reestruturação da PMDF no início deste mês.

 

“Realizamos rondas nas proximidades das residências próximas, nas chamadas pontas de picolé, para coibir os crimes nestes locais. Nas abordagens dentro do Lago, quando abordamos pilotos ingerindo bebida alcoólica, acionamos a Marinha, pois esta é uma infração prevista na lei de segurança do tráfego aquaviário. Eles são os responsáveis pelas autuações e cobrança por documentos de embarcações e autorização para pilotar”, explicou o subcomandante do BPMA, major Adelino José.

 

Os policiais também atuam de forma a evitar atropelamentos e coibir a pesca irregular. O policiamento lacustre é feito em pontos como o Parque Asa Delta, Península dos Ministros, Pontão do Lago Sul, Prainha, Deck Sul e Norte e Ermida Dom Bosco.

 

 

Embarcações
– Não nadar de madrugada, muito cedo ou muito tarde. A iluminação solar é essencial para se ter mais noção de espaço no lago;
– Não fazer manobras bruscas e arriscadas com embarcações e motos aquáticas;
– Antes de navegar sempre se informe, antes do passeio, sobre o local para onde vai. Tire suas dúvidas com quem conhece o caminho e/ou a região;
– Tenha certeza de que todos os passageiros estão sentados antes de acelerar. Do contrário corre-se o risco de machucá-los ou até de derrubá-los no lago;
– Desvie dos barcos a remo e banhistas;
– Diminua em 50% a velocidade habitual caso queira fazer o passeio durante a noite;
– Tenha em mãos habilitação e demais documentos obrigatórios;
– Faça manutenção preventiva na sua embarcação;
– Tenha coletes salva-vidas para todos a bordo.

 

 

Edição: João Roberto

Fotos: Sgt Wander Vieira (CCS PMDF) e Divulgação CBMDF