Governo do Distrito Federal
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29/10/18 às 12h53 - Atualizado em 29/10/18 às 12h53

Apenas 18% do que chega ao 190 e ao 193 são emergências

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Shismênia Oliveira

 

“Bom dia, que dia sai o pagamento? ”. A pergunta é um dos exemplos que chegam diariamente ao 190 da Polícia Militar e ao 193 do Corpo de Bombeiros. Quase 90 mil ligações atendidas, entre janeiro e abril deste ano, eram pedidos de informação, como pagamento de salário e serviços de governo. Eles congestionam as linhas telefônicas e aumentam o tempo de espera de quem precisa de socorro.

 

Por hora, são 31 ligações desse tipo, ou 750 por dia, números expressivos e que reforçam a importância da conscientização das pessoas, como avalia o oficial de operações de dia do serviço 193, major do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), Xavier Fernandes.

 

“Nos deparamos com diversos casos no dia a dia. Gente que liga para pedir serviços da CEB ou da Caesb, que pede telefones de outros órgãos, se haverá greve de rodoviários. Enquanto isso, alguém está tentando pedir ajuda e não consegue”, ressalta.

 

Das 740 mil chamadas atendidas nos quatro primeiros meses do ano, 18% – 132 mil – foram consideradas emergências. São casos graves, como acidentes de trânsito com vítimas fatais e ocorrência de determinado crime que necessita do deslocamento de uma viatura policial.

 

“O restante é, sobretudo, pedido de informação. Ainda temos os trotes e as ligações abertas”, conta o subchefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), tenente-coronel da Polícia Militar (PMDF), Klepter Gonçalves.

 

Outro dado relevante é que em 15% das ligações totais não havia voz do outro lado da linha, eram chamados completamente mudos. “Acontece muito de a pessoa deixar o celular no bolso da calça ou, no caso das mulheres, dentro de bolsas. Sem bloquear o aparelho com senha, a pessoa pode clicar no botão de chamadas de emergências sem perceber. Isso cai direto na nossa central”, alerta o militar da PMDF.

 

No mesmo período do ano passado, foram registrados 69 mil pedidos de informação e quase 43 mil chamadas mudas.

 

 

Como é feito o atendimento emergencial

Tudo que chega à central de emergências passa por uma triagem (http://www.ssp.df.gov.br/emergencia-190-193-e-199/). O que é urgente é devidamente colocado como prioridade e, a depender do caso, recebe atendimento presencial – com viaturas e ambulâncias.

 

As demandas com pouca urgência são direcionadas para um grupo de atendentes e têm o tratamento adequado, mas sem prioridade. Já as ligações que não devem receber atenção, como pedidos de informação e trotes, são rapidamente desligadas.

 

 

Onde pedir informação

O canal mais apropriado para pedir informações de governo é por meio do telefone 156. Nele, são encontradas informações sobre bolsa-família, horário de ônibus, serviços da Secretaria de Fazenda, entre outros.

As informações encontradas no 156 são:

 

TECLA 1 – Bolsa família

TECLA 2 – Telematrícula e DF Alfabetizado

TECLA 3 – Serviços da Secretaria de Fazenda

TECLA 4 – Horários de ônibus – DFTRANS

TECLA 5 – Habitação

TECLA 6 – Combate à violência contra a mulher

TECLA 7 – Disque-racismo

TECLA 8 – Disque-idoso

TECLA 9 – Demais informações sobre o Governo de Brasília