Governo do Distrito Federal
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31/10/19 às 13h48 - Atualizado em 31/10/19 às 13h49

?Operação Apate – PCDF deflagra operação contra organização que praticava crimes contra CEB

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Divisão de Comunicação, da PCDF*

 

A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Divisão de Combate ao Crime Organizado (Draco), da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor), com o apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios MPDFT), e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (31), a Operação Apate.

 

O objetivo era cumprir 19 mandados de prisão temporária contra os suspeitos de integrar organização criminosa que praticava fraudes e desvios na arrecadação na Companhia Energética de Brasília – CEB. Os crimes geraram à empresa, vinculada ao Governo do Distrito Federal (GDF), prejuízos estimados em milhões de reais. Também foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos e na CEB.

 

Conforme apurado na investigação, que já dura seis meses, a organização criminosa, composta por pelo menos seis núcleos menores, dedica-se ao ganho ilícito de valores em vários serviços fornecidos pela empresa, como:

 

1) Prestação do serviço solicitado a um valor mais baixo como se fosse particular , apesar de formalmente executado pela CEB;

2) Realização de serviços ilegais, que vão desde a adulteração nos medidores de energia elétrica para cobrança de valores a menor até o fornecimento de energia elétrica em obras embargadas, mediante pagamento de propina;

3) Transferência da titularidade do ponto de energia sem o necessário pagamento de dívida acumulada para aquele cliente. Desta forma, o fornecimento é repassado para o nome de um terceiro e continua sendo realizado no mesmo endereço, sem que a dívida precise ser paga e sem que a CEB interrompa o fornecimento.

 

O grupo prestou esse serviço ilícito para grandes empresas no Distrito Federal e também para pessoas físicas, o que explica, ao menos em parte, o inadimplemento de mais de R$ 600 milhões dos devedores da CEB. Apenas nessa última modalidade de atuação, calcula-se que o grupo causou um prejuízo de, aproximadamente, R$ 20 milhões.

 

A operação objetivou reprimir a atuação do grupo criminoso e coletar mais provas dos crimes, bem como aprofundar a investigação no sentido de alcançar outros envolvidos. Os 19 investigados foram presos. Dentre eles, há oito funcionários da CEB; um ex-funcionário demitido da CEB; cinco terceirizados; e nove eletricistas autônomos. Foi preso também um funcionário da Companhia de Saneamento Ambiental do DF – Caesb, suspeito de atuar de modo similar nessa companhia. Os crimes investigados são organização criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e estelionato contra a administração pública.

 

Na operação, da qual participaram cerca de 200 policiais, a Cecor contou com o apoio da Divisão de Operações Aéreas – DOA, Divisão de Capturas e Polícia Interestadual – DCPI e do Instituto de Criminalística do Distrito Federal e do Gaeco/MPDFT. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos envolvidos em Ceilândia, Taguatinga, Sobradinho, Santa Maria, Águas Lindas/GO, na Estrutural, no Recanto das Emas, Gama e Novo Gama/GO. E também na sede da CEB, no SIA.

 

 

*Editado