Governo do Distrito Federal
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29/03/20 às 19h54 - Atualizado em 29/03/20 às 20h19

🚨😷GDF disciplina velórios de vítimas da Covid-19

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Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

Afim de garantir a segurança e saúde de familiares e profissionais de saúde, segurança e funerárias em resposta à situação epidemiológica atual, foi estabelecido, nesta semana, o Protocolo de Manuseio De Cadáveres e Prevenção para Doenças Infecto Contagiosas, com ênfase em vítimas fatais da COVID-19 no Distrito Federal. A Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil, vinculada à Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF), participou da construção do documento, que contou com a participação da Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUS) e representantes da Secretaria de Saúde (SES).

 

O documento é baseado em protocolos internacionais adaptados para realidade do Brasil e fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), medidas adotadas em países como China, Espanha e Itália, e notas técnicas da Anvisa e Ministério da Saúde (MS).

 

De acordo com o coordenador de Operações da Defesa Civil, tenente-coronel Sinfrônio Lopes, o protocolo é importante, pois pactua para que o Estado tenha uma resposta rápida nestes casos. “Não há diretrizes específicas para o manejo de cadáveres de pessoas que morreram por conta do COVID-19, mas utilizamos informações contempladas em diretrizes da Organização Mundial da Saúde, publicadas em 2014, sobre prevenção e controle de infecções respiratórias agudas, que apresentem risco à saúde pública ou aos profissionais que tenham que lidar diretamente com as vítimas desta doença”.

 

O documento também veda a realização de velório da vítima da COVID-19. O caixão deverá estar lacrado. A pós a liberação do corpo, a cremação ou enterro deverá ocorrer no menor tempo possível, evitando assim a possibilidade de contágio.

 

IML

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio do Instituto de Medicina Legal (IML), decidiu implementar a realização de necropsias minimamente invasivas, de acordo com recomendações do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas.

 

Os exames cadavéricos serão realizados por meio da inspeção externa do cadáver, tomografia computadorizada e coleta de amostras biológicas, sem a abertura dos corpos. Nos casos de necessidade de exames toxicológicos, serão feitas punções. Ou seja, retirada de pequena porção de fluidos biológicos (sangue, urina e outros) por aspiração através de uma agulha fina, para análise laboratorial.

 

De acordo com a diretora do Instituto, a perita médico-legista Márcia Cristina Barros, a possibilidade de contaminação se sobrepõe a qualquer outro fato, diante do cenário atual. “Qualquer pessoa pode estar contaminada pelo coronavírus, mesmo que não apresente sintomas. Desta forma, por questões sanitárias, para garantir a biossegurança dos profissionais que atuam no IML e da população que circula em nossas dependências, não haverá abertura de corpos”.

 

Os médicos legistas e demais servidores reforçaram o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e das medidas de biossegurança para lidar com os corpos.

 

Importante ressaltar que, desde a implementação efetiva do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), em janeiro de 2019, somente são enviados ao IML vítimas de causas externas, ou seja, mortes por causas violentas ou suspeitas – acidentes, homicídios, suicídios, suspeitas de erro médico. As mortes naturais, como pela COVID-19 ou doenças preexistentes, são atestadas pelo médico assistente ou plantonista, ou pelo SVO, e deverão ser encaminhadas para sepultamento conforme o Protocolo de Manuseio De Cadáveres e Prevenção para Doenças Infecto Contagiosas, com ênfase em vítimas fatais da COVID-19 no Distrito Federal.

 

Edição: Lanna Morais

Foto: Agência Brasília