Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
19/03/20 Ă s 11h36 - Atualizado em 19/03/20 Ă s 11h55

đŸššđŸ˜·CoronavĂ­rus: como Ă© o monitoramento das açÔes de combate

AgĂȘncia BrasĂ­lia 

 

É de um ambiente no primeiro andar do PalĂĄcio do Buriti, equipado com trĂȘs conjuntos de monitores que transmitem informaçÔes em tempo real, onde o Governo do Distrito Federal monitora todas as açÔes de combate ao coronavĂ­rus. O lugar fica posicionado estrategicamente ao lado do gabinete do governador Ibaneis Rocha. A localização geogrĂĄfica facilita ao chefe do Poder Executivo, entre uma reuniĂŁo e outro compromisso, ter a noção exata da real situação.

 

Os monitores informam nĂșmeros de contĂĄgios da pandemia no mundo, no Brasil e no Distrito Federal. Por exemplo: Ă s 16h desta quarta-feira (18), o total de casos confirmados era de 34, oito a mais que na Ășltima contagem.

 

Foto: Renato Alves/AgĂȘncia BrasĂ­lia

O painel ainda Ă© capaz de dividir por gĂȘnero a quantidade de pessoas infectadas. Naquele momento, havia 19 para homens e 15 para mulheres.

 

No mundo, pelo que mostrava outro painel afixado em uma das paredes da sala, eram contabilizados 211.853 casos naquele instante. A China liderava o ranking, com 81.102, seguida por ItĂĄlia (35.713) e IrĂŁ (17.361).

 

O Brasil nĂŁo aparecia na primeira pĂĄgina (felizmente!): ou seja, nĂŁo estava entre os primeiros 17 paĂ­ses mais afetados. Naquele momento, o nĂșmero de contagiados confirmados era de 291.

 

“Para que tenhamos mais eficĂĄcia no combate a uma pandemia como essa Ă© preciso ter o mĂĄximo de informaçÔes, no menor perĂ­odo de tempo possĂ­vel”, comenta o governador Ibaneis Rocha.

 

“Este Ă© o trabalho que desenvolvemos aqui, recebendo dados de postos de saĂșde, hospitais e laboratĂłrios, e formando uma base que nos permite saber quando, como e onde estĂĄ havendo o contĂĄgio”, ressalta ele.

O objetivo, segundo o governador, Ă© oferecer uma resposta rĂĄpida e eficiente para a sociedade. “Muitas vezes, antecipando medidas que, Ă  primeira vista, possam parecer exageradas, mas que sĂŁo fundamentais para que a gente mantenha o controle do avanço da doença”, detalha.

 

As decisĂ”es tomadas pelo Governo do DF atravessam a rua e chegam a outra sala importante no Centro Integrado de OperaçÔes de BrasĂ­lia (CIOB) – onde foi montada uma força-tarefa exclusiva para agir no combate ao avanço do coronavĂ­rus.

 

Capitaneado pelo Grupamento de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, o grupo conta ainda com representantes das secretarias de SaĂșde e Casa Civil, alĂ©m da PolĂ­cia RodoviĂĄria Federal e das vigilĂąncias SanitĂĄria e Ambiental.

 

As reuniĂ”es sĂŁo diĂĄrias (Ă s vezes, vĂĄrias) e ocorrem na antiga sala de situação da dengue – que passou a ser chamada de central de operaçÔes ou comando de incidente.

 

Lå, também hå os mesmos painéis interligados, como no bunker do Palåcio do Buriti. A diferença é que hå quadros com dados de operaçÔes e açÔes sigilosas da corporação. InformaçÔes necessårias para quem estå na ponta da batalha.

 

 

Outro conjunto de telas monitora o Distrito Federal com imagens de cĂąmeras que fornecem informaçÔes de onde estĂŁo as concentraçÔes de pĂșblico (iniciativa desaconselhĂĄvel). “A gente consegue verificar pelas cĂąmeras os pontos estratĂ©gicos para atuar”, diz a major Lorena Athaydes, chefe de Informação PĂșblica da Operação.

 

A presença mais notada nesse ambiente Ă© a dos bombeiros. SĂŁo 16 oficiais e praças escolhidos por sua experiĂȘncia – como a prĂłpria Lorena. Ela mesmo fez cursos de especialização em emergĂȘncias envolvendo produtos perigosos. “Nesse caso, a gente estĂĄ trabalhando com agente biolĂłgico”, diz.

 

É assim nesse aparato tecnolĂłgico e de contingente que sĂŁo traçadas as estratĂ©gias de combate Ă  pandemia no DF. Na terça-feira (17), a equipe de reportagem da AgĂȘncia BrasĂ­lia acompanhou a reuniĂŁo do grupo.

Na ponta da mesa, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do DF, Lisandro Paixão, iniciava os trabalhos com um pedido de empenho de seus comandados. “Precisamos muito neste momento da dedicação dos senhores”, conclamava o oficial.

 

O sacrifĂ­cio a que Lisandro se referia significava cortar na prĂłpria carne. Ele avisava iria cancelar todas as fĂ©rias dos bombeiros – mesmo aquelas que jĂĄ haviam começado. Mas, tudo bem: o comandante sabe isso faz parte da carreira profissional da categoria.