Governo do Distrito Federal
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19/12/19 Ă s 13h36 - Atualizado em 19/12/19 Ă s 14h08

🚹📉NĂșmeros de crimes contra a vida caem em 2019

Adriana Machado, da Ascom – SSP/DF

 

Os crimes violentos letais intencionais, os chamados CVLIs – que reĂșnem homicĂ­dio, feminicĂ­dio, latrocĂ­nio e lesĂŁo corporal seguida de morte – apresentaram redução de 13,9%, nos dez primeiros meses deste ano, no comparativo com o mesmo perĂ­odo de 2018. JĂĄ os seis crimes contra o patrimĂŽnio, os CCPs – furto em veĂ­culo, roubos a pedestre, veĂ­culo, residĂȘncia, transporte coletivo e a comĂ©rcio – , monitorados de forma prioritĂĄria pela Secretaria de Segurança PĂșblica do Distrito Federal (SSP/DF), seguiram a tendĂȘncia e apresentaram queda de 13% no perĂ­odo.

 

Investimento do GDF, diretrizes traçadas pela atual gestĂŁo da SSP/DF, açÔes integradas entre as forças de segurança, capacitação do efetivo e estudos para fundamentar polĂ­ticas pĂșblicas contribuĂ­ram para o resultado positivo. De janeiro a outubro, foram registradas 359 ocorrĂȘncias de CVLIs. No mesmo perĂ­odo do ano passado, foram 417 crimes. Do total, 307 foram homicĂ­dios – o que representa uma redução de 14,7% em relação ao mesmo perĂ­odo do ano passado, quando ocorreram 360 casos.

 

Outubro de 2019 registrou o menor nĂșmero de homicĂ­dios do mesmo mĂȘs nos Ășltimos 20 anos. Houve, tambĂ©m, queda de registros de latrocĂ­nio de 24 para 21, no comparativo do perĂ­odo. Os casos de lesĂŁo corporal seguida de morte, no mesmo recorte, caĂ­ram pela metade, de oito para quatro vĂ­timas. O Ă­ndice de elucidação de homicĂ­dios, por parte da PolĂ­cia Civil (PCDF), chegou a 54%, entre os meses de janeiro a novembro. JĂĄ o de feminicĂ­dio chegou Ă  marca de 93%.

 

Dos crimes contra o patrimĂŽnio analisados, o roubo em residĂȘncia foi a modalidade que apresentou a maior queda, com redução de 24,4% em relação ao mesmo perĂ­odo do ano passado. De 516 para 390 registros, representando 126 ocorrĂȘncias a menos.

 

A redução do roubo em comĂ©rcio chegou a 23,9% na comparação dos dez primeiros meses deste ano com 2018: de 1.526 para 1.161 ocorrĂȘncias em todo o DF – ou 365 casos a menos. Nos casos de roubo em transporte coletivo, houve 6,1% de redução no mesmo perĂ­odo; de furto em veĂ­culo e a pedestre caĂ­ram 14,9%, 15,3% e 11,7%, respectivamente.

 

“O trabalho de integração entre as Forças de Segurança, determinado desde o começo da gestĂŁo do governador Ibaneis Rocha, refletiu na queda nos principais Ă­ndices de criminalidade do DF. Muitos estudos, planejamento tĂĄtico e operacional, junto Ă  firme voz de comando dos chefes das corporaçÔes, garantiram o balanço positivo que apresentamos”, afirma o secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, delegado Anderson Torres.

 

Atenção måxima para proteger a mulher
Segundo estudo elaborado pela Subsecretaria de GestĂŁo da Informação (SGI), no acumulado de janeiro a outubro houve 27 crimes de feminicĂ­dio contra 25 no mesmo perĂ­odo do ano. “Neste ano abrimos o debate para esse problema. Fizemos um estudo que serve de base para as polĂ­cias definirem estratĂ©gias, em que pontuamos, caso a caso, todos os feminicĂ­dios ocorridos no Distrito Federal desde 2015, quando a lei que passou a prever a condição de gĂȘnero como qualificadora para o homicĂ­dio foi promulgada”, disse o secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, delegado Anderson Torres. 

 

Em março deste ano, a SSP/DF lançou a campanha #MetaaColher. O objetivo principal foi expor o papel de responsabilidade de cada cidadĂŁo no combate ao feminicĂ­dio. Com o slogan A melhor arma contra o feminicĂ­dio Ă© a colher, o movimento se pautou em estatĂ­sticas da CĂąmara TĂ©cnica de Monitoramento de HomicĂ­dio e FeminicĂ­dio (CTMHF) e um dos dados constatados Ă© que, atĂ© setembro deste ano, 84% dos crimes de feminicĂ­dio no DF aconteceram dentro de casa, em contexto de violĂȘncia no ambiente familiar.

 

Para atender as vĂ­timas de violĂȘncia, a Segurança PĂșblica conta com a Delegacia Especial de Atendimento Ă  Mulher (Deam), da PCDF, que funciona 24 horas por dia.

JĂĄ a PolĂ­cia Militar (PMDF) oferece policiamento especializado para atendimento Ă s mulheres vĂ­timas de violĂȘncia por meio do programa de Prevenção Orientada Ă  ViolĂȘncia DomĂ©stica (Provid). AtĂ© outubro, o programa realizou 9.664 atendimentos.

 

Os registros de estupros diminuíram 15,3%, de janeiro a outubro deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2018 foram 619 casos, 371 deles cometidos contra vulneråveis, ou seja, vítimas menores de 14 anos. Este ano foram 524, sendo 308 contra vulneråveis.

 

Cabe destacar, ainda, que, de acordo com estudos da SSP/DF, cerca de 80% dos casos de estupro de vulnerĂĄvel – menores de 14 anos (independentemente do sexo), com alguma enfermidade ou deficiĂȘncia mental, sem o necessĂĄrio discernimento para a prĂĄtica do ato, ou que, por qualquer outra causa, nĂŁo pode oferecer resistĂȘncia – acontecem no interior das residĂȘncias.

 

Colégios Cívico-Militar são regulamentados
A portaria que regulamenta as escolas de GestĂŁo Compartilhada foi publicada em outubro deste ano. A medida dĂĄ uniformidade para a utilização do modelo nas escolas que fazem parte do projeto ou que estĂŁo passando pelo processo de escolha. A regulamentação foi feita por um grupo de trabalho com representantes das secretarias de Segurança PĂșblica (SSP/DF) e de Educação (SEE).

Com a mudança, as Escolas de GestĂŁo Compartilhada passam a ser denominadas de ColĂ©gio CĂ­vico-Militar do Distrito Federal – CCMDF. O modelo de compartilhamento de responsabilidade entre as secretarias envolvidas permanece: a SSP/DF Ă© responsĂĄvel pela gestĂŁo disciplinar e SEEDF Ă© pela gestĂŁo administrativa e pedagĂłgica.

 

A GestĂŁo EstratĂ©gica serĂĄ de responsabilidade conjunta da SEEDF e da SSP/DF, que irĂŁo atuar por meio do ComitĂȘ Gestor. Este comitĂȘ serĂĄ responsĂĄvel por estabelecer diretrizes, realizar o monitoramento e avaliar os resultados das Escolas CĂ­vico-Militares.

 

Rotina do brasiliense ganha mais segurança
O ano foi marcado pela presença mais atuante das forças de segurança nas ruas de Brasília. A Subsecretaria de OperaçÔes Integradas (Sopi) comandou a Operação SOS Área Central.

 

Foi ela a responsĂĄvel pela organização dessa ação, em conformidade com as 21 agĂȘncias que compĂ”em o Centro Integrado de OperaçÔes de BrasĂ­lia (Ciob). O objetivo foi reduzir Ă­ndices criminais e transporte irregular na ĂĄrea central da capital. O Ciob, por sua vez, monitorou eventos de grande porte como as posses presidencial e distrital, Carnaval, prova do Enem e reuniĂŁo dos Brics. 

 

AtĂ© novembro, a Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil fez 2.899 vistorias, sendo 1.501 em eventos como shows, congressos e festas. O ĂłrgĂŁo ainda realizou 78 visitas de acolhimento e ajuda humanitĂĄria Ă s famĂ­lias afetadas por alagamentos, destelhamentos, incĂȘndios ou em vulnerabilidade social.

A polĂ­tica de conscientização e educação do motorista chegou a 803 mil pessoas. Desde o inĂ­cio do ano, os servidores do ĂłrgĂŁo promoveram campanhas educativas de trĂąnsito nas ruas, grandes eventos, empresas, escolas e ĂłrgĂŁos pĂșblicos.

 

 

Sistema PenitenciĂĄrio

Em abril deste ano, a obra para construção dos quatro Centros de Detenção Provisória (CDPs) foi retomada. As unidades prisionais fazem parte de um contrato entre o governo federal e o GDF, por meio da SSP/DF, no valor de R$ 112,9 milhÔes.

 

TambĂ©m em abril deste ano, 161 agentes de execução penal foram nomeados. E foram adquiridos 12 scanners corporais, por meio de convĂȘnio com o MinistĂ©rio da Justiça (MJ). Outros cinco equipamentos foram doados pelo mesmo ĂłrgĂŁo ao Sistema PenitenciĂĄrio do DF.

 

Modernização para agilizar o atendimento

Ao longo do ano, foram feitas vårias inovaçÔes nas açÔes de fiscalização do Detran. Em julho, foi criado o Portal de Serviços do Detran. Por meio da nova ferramenta online, o usuårio poderå se cadastrar e ter acesso a mais 11 serviços que antes eram oferecidos somente com atendimento presencial. O agendamento é um deles.

 

O projeto Detran nas Cidades disponibilizou à população um Înibus equipado para realizar atendimentos presenciais, oferecendo consulta de débitos, impressão de boletos, emissão do CRLV, comunicação de venda e alteração do endereço. O projeto atendeu cerca de 11 mil usuårios até 20 de novembro.

O horĂĄrio de atendimento ao pĂșblico aumentou em uma hora, no perĂ­odo de entrega de CRLV. O atendimento ao pĂșblico passou a funcionar uma hora mais cedo, de 7h Ă s 18h, seguindo o mesmo expediente do setor de vistorias.

 

 

 

Com informaçÔes da AgĂȘncia BrasĂ­lia**

Foto: MaurĂ­cio AraĂșjo e AgĂȘncia BrasĂ­lia