Governo do Distrito Federal
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4/03/20 Ă s 11h46 - Atualizado em 4/03/20 Ă s 11h54

📊Fevereiro tem o segundo menor nĂșmero de homicĂ­dios dos Ășltimos dez anos

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João Roberto, da Ascom – SSP/DF

 

Balanço feito pela Secretaria de Segurança PĂșblica do DF (SSP/DF) revela que os 44 homicĂ­dios registrados no mĂȘs de fevereiro deste ano formam o segundo melhor Ă­ndice para este mesmo mĂȘs desde 2010, quando foram registrados 42 casos. Em fevereiro do ano passado foram 28 casos, marca histĂłrica e a menor desde que o Ă­ndice passou a ser medido, entretanto atĂ­pica se compararmos com a sĂ©rie histĂłrica apresentada no grĂĄfico.

 

 

As vĂ­timas de Crimes Violentos Letas Intencionais (CVLIs) de fevereiro, que agrupam o homicĂ­dio, o latrocĂ­nio e a lesĂŁo corporal seguida de morte, tambĂ©m marcaram o segundo menor nĂșmero da dĂ©cada, com 47 casos, ficando atrĂĄs somente do mesmo mĂȘs de 2019. Esses dados ganham ainda mais relevĂąncia, se levarmos em conta que, jĂĄ em janeiro de 2020, a Secretaria de Segurança PĂșblica comemorou a relevante marca do menor Ă­ndice de homicĂ­dios dos Ășltimos 21 anos no Distrito Federal.

 

Para o secretĂĄrio de Segurança PĂșblica, Anderson Torres, as reduçÔes das mortes de 2019 superaram a meta estipulada, o que torna o desafio para este ano ainda maior. “Fechamos 2019, com a significativa marca de menor Ă­ndice de homicĂ­dios em 35 anos. Nunca se obteve uma taxa assim, desde que o Ă­ndice passou a ser medido. Quando analisado o nĂșmero absoluto de vĂ­timas deste crime, no ano passado o DF teve o menor nĂșmero mortes em 25 anos”.

 

Em relação ao perfil das vítimas e agressores, o estudo constatou que 77,8% dos autores de homicídios identificados em fevereiro deste ano tinham antecedentes criminais. Em relação às vítimas, 69,5% tinham antecedentes. A conjunção desses fatores coloca boa parte dos envolvidos nos crimes em um provável grupo de risco elevado, e com baixa possibilidade de atuação de prevenção por parte das forças de segurança. É o caso, por exemplo, dos homicídios decorrentes do chamado “acerto de contas” entre criminosos.

 

Em 73,7% dos crimes registrados mĂȘs passado vĂ­tima e autor se conheciam. O levantamento revelou ainda que a arma de fogo foi empregada em 68% dos casos.

 

Metas e resultado

 

Uma das medidas estratĂ©gicas implementadas pela SSP para conter a criminalidade foi, desde o inĂ­cio do ano passado, a estipulação de metas e a cobrança de resultados atĂ© o ano de 2022. Ano passado, por exemplo, o objetivo era fechar o ano com a taxa de 13,4 mortes para cada cem mil habitantes. PorĂ©m, a taxa foi menor: 13/100 mil. Esse Ă© quase o nĂșmero que precisa ser alcançado este ano, que Ă© de 12,9/100 mil. “Sabemos que, como este ano estaremos competindo com o ano passado, o desafio serĂĄ ainda maior. Vamos intensificar o trabalho para atingir a meta deste ano e superar os Ăłtimos Ă­ndices de 2019”, destacou o SecretĂĄrio Torres.

 

 

Edição: AntÎnio Lorenzo

Foto: AgĂȘncia BrasĂ­lia